A Guerra entre os proprietários dos cinemas americanos e os estúdios de cinema vai aos poucos ganhando novos contornos. Relembramos que na última CinemaCon, a Universal, a Fox e a Warner Bros. avançaram com a ideia de diminuir a janela entre as estreias no cinema e o surgimento dos filmes em Vídeo-On-Demand, um facto que provocou a ira dos proprietários das salas.
Como resultado, alguns cinemas já começaram a cortar na promoção aos trailers das obras, ficando já estabelecido que boicotarão mesmo, de diversas maneiras, os filmes que entrarem nesse serviço.
A primeira a avançar com sanções foi a Regal Entertainment, que já cortou para metade os trailers exibidos. A partir de 15 de Abril, esta cadeia de cinemas não passará nenhum spot de filmes que estejam inseridos nesse Vídeo-On-Demand.
Espera-se que a cadeia de cinemas AMC siga o mesmo procedimento, o mesmo acontecendo com a Cinemark. O facto destas três empresas avançarem com esta medida é particularmente importante, e certamente vai mexer com o mercado, pois em termos práticos falamos de 16 mil salas de cinema, num total de 38 mil ecrãs.
Quem já reagiu a esta medida dos estúdios foram alguns cineastas. Todd Phillips, realizador de “A Ressaca”, foi o primeiro, tendo afirmado que se quisesse fazer filmes para o pequeno ecrã tinha escolhido ser realizador de TV. James Cameron também já se revelou do lado dos proprietários dos cinemas, ao dizer que nada consegue bater a exibição das obras nos cinemas, especialmente no que diz respeito aos trabalhos em 3D.
Espera-se agora uma declaração em conjunto de diversas personalidades do mundo do cinema sobre a questão. A verdade é que poderemos caminhar para uma «greve» dos cinemas, e não haja dúvidas que terá muito mais impacto que a dos argumentistas há um par de anos.
Jorge Pereira

