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«Deadpool» por Jorge Pereira

Deadpool não se limita a derrubar a quarta parede neste spinoff da franquia X-Men. Deadpool derruba tudo o que lhe aparece à frente. Esqueçam o tom mais sério da saga parente. Nada a ver. Deadpool faz parte desse mundo, mas está a léguas de distância.

Veja-se que estamos perante um tagarela violentíssimo, um tal de Wade Wilson que persegue um mutante, Ajax, que o quis transformar num superescravo. Pelo meio, outros mutantes tentam que ele se junte ao bem (à equipa do Professor X). Mas Wade/Deadpool tem outros planos, bem mais pessoais, e não deixa ninguém a salvo. Nem mesmo Ryan Reynolds escapa ao seu tom desbocado, ou achavam que esse ator tinha uma carreira tão boa pelos seus atributos na interpretação?

E sim, ele é pansexual. Nada que a namorada (Morena Baccarin) não resolva pelos seus próprios meios. Senão chama-se Bernadette Peters ao seu imaginário. Assunto resolvido (com um unicórnio à mistura).

Mas antes de avançar com mais sobre esta obra, perceba-se isto. É o contacto permanente com o público e os seus monólogos entre o bizarro e o surreal que distanciam Deadpool da maioria dos filmes de banda-desenhada que tenham chegado aos cinemas na última década. Seria até fácil – nos dias que correm – dizer que existe aqui alguma da acidez criada por Seth Macfarlane na TV, mas isso seria pouco, até dada a história da personagem nos comics. E sim, até temos uma violência cruel e desmedida, próxima do grafismo de Punisher. Também podíamos meter Kick-Ass ao barulho, mas nem vale a pena. Deadpool rompe com o esquematismo e chamar-lhe politicamente incorreto era descrevê-lo com um chavão cliché. Nada lhe escapa. Tanto cita Star Wars, como Matrix. Tanto acha que é James Franco perdido no Grand Canyon, como fã dos Wham.

Ao seu lado temos Colossus e Negasonic Teenage Warhead (o melhor nome de sempre de uma mutante). Do lado contrário temos o tal de Ajax e uma fortíssima Angel Dust, com a atriz Gina Carano a mostrar mais uma vez os seus dotes. Stan Lee também não falta por aqui, e desta vez tem um cameo ainda mais divertido que no centro comercial de Malucos do Centro (Mallrats).

Dito isto, uma coisa é certa: Deadpool é mesmo para se ver. Um filme de superpoderes com muito poucos heróis ou desvaneios morais e militaristas. Finalmente...

O Melhor: O Humor, as referências a constante interação com o público
O Pior: Nota-se, logo pela presença escassa de mutantes, a contenção e limitações que o projeto tem no universo X-Men


Jorge Pereira



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