O jornalista político, historiador, teórico de cinema e cineasta Peter Wollen faleceu aos 81 anos.

Apesar de ter escrito dezenas de livros sobre cinema, Wollen ficou principalmente conhecido por “Signs and Meaning in Cinema“, embora a sua escrita profissional tenha começado no jornalismo político, em particular nos anos 60, onde assinava peças com o pseudónimo Lee Russell.
Dentro da própria indústria cinematográfica, Wollen trabalhou – em parceria com Mark Peploe – no argumento de Profissão Reporter, filme de Antonioni com Jack Nicholson e Maria Schneider no protagonismo. Ele estreou-se na realização com Penthesilea: Queen of the Amazons, trabalho correalizado pela sua esposa, Laura Mulvey, um filme capaz de fundir elementos de vanguarda e radicalmente políticos para retratar a linguagem e a mitologia das mulheres silenciadas pelas estruturas patriarcais. Os dois fizeram vários filmes juntos – realce para a rescrita do mito de Édipo do ponto de vista feminino (Riddles of the Sphinx) – e o único que Wollen assinou a solo foi a ficção científica Friendship’s Death (1987), com Tilda Swinton no elenco.

A atriz já abordou a morte de Wollen no passado dia 17, publicando nas redes sociais uma mensagem onde destaca a importância do autor e do livro “Signs and Meaning in Cinema” nos seus tempos de estudante, não esquecendo igualmente a sua colaboração com o cineasta naquele que foi o seu segundo papel no cinema. “Tenho orgulho de dizer que trabalhamos com a BFI no passado para obter uma nova cópia de Friendship’s Death, que esperamos possa ser exibida em 2020“, concluiu a atriz.

