“Não podemos esquecer que Star Wars é para crianças”, diz J. J. Abrams

(Fotos: Divulgação)

Numa entrevista ao jornal espanhol El País, J.J. Abrams explica as dificuldades em executar o novo filme Star Wars, que não só tem a função de encerrar a trilogia iniciada com O Despertar da Força, como a necessidade de funcionar “por si só“, de forma independente.

Revelando que “o objetivo desta trilogia e, claro, do filme, é dar uma conclusão épica e emocional a algo que George Lucas começou tão brilhantemente há quatro décadas“, Abrams fez questão de lembrar que Star Wars é “para crianças“, mas que isso não significa que a história tenha de ser contada de “maneira condescendente e simplista“: “Hoje, as crianças são expostas a estímulos que, em muitos casos, não deveriam. Como resultado, há muita ansiedade. As crianças sofrem com a vida normal. Nestas histórias procuramos uma ordem das coisas. Em Star Wars, é o bem contra o mal, a moralidade, a humanidade, o humor. Há que acolher o otimismo que existe nas histórias que não podes esquecer, tanto se fores uma criança ou a criança que existe num homem de 50 anos.

Sabendo que está muito exposto a eventuais críticas, pois vai encerrar mais um capítulo de uma história com diferente aceitação no que diz respeito ao início e fim das anteriores trilogias, Abrams resguarda-se: “Vivemos em tempos de opiniões divergentes, sulfúricas e geralmente anónimas. Uma das coisas que mais gostei em Star Wars quando era criança era o facto de reunir as pessoas. Parece que sempre que há um filme da saga Star Wars ou Marvel, há pessoas que estão hiperbolicamente chateadas com alguma coisa. Estamos nisto para entreter e inspirar com a história. Se o preço de me envolver nisto é a existência dessas vozes, então vale a pena“.

Star Wars: Episódio IX – A Ascensão de Skywalker chega aos cinemas dia 19 de dezembro.

 

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