Portugal: já se perdeu quase 1 milhão de espectadores nos cinemas em relação a 2011

(Fotos: Divulgação)
 
Já se sabia que o ano de 2012 estava a ser bem pior que o ano de 2011 em termos de idas ao cinema. O ICA divulgou recentemente os resultados dos primeiros cinco meses do ano (janeiro a maio) e denota-se logo à partida um decréscimo de 981 454 espectadores em relação aos dados de 2011 (6.236.378 contra 5.254.924 espectadores). Ora isto não significa que estamos apenas perante um ano mau em relação ao ano anterior. É muito mais. Na verdade, este é o pior ano de sempre em Portugal desde que o ICAM/ICA faz as contas do box-office nacional (estávamos em 2004). Já agora, este foi o primeiro ano em que tivemos um mês que teve alguma dificuldade em ultrapassar os 700 mil espectadores (maio de 2012). Contra esta tendência lutou apenas o mês de abril, o melhor deste ano e um dos mais rentáveis «meses de abril» desde 2004.

Esta quebra de espectadores afetou a maioria dos distribuidores nacionais, com destaque para a Columbia TriStar Warner (-380.019 espectadores), a Zon Lusomundo (-266.526 espectadores) e a Pris (-89.123 espectadores). No campo positivo, temos as subidas das receitas de pequenos distribuidores, como a Pepperview (especialmente devido ao sucesso de «O Artista»), a Ukbar (que lançou «Florbela»), a Alambique (que lançou mais 2 obras que o ano passado) e a Som e a Fúria («Tabu» de Miguel Gomes é o responsável por este crescimento). Porém, e tendo em conta o aumento do custo do cinema e a utilização cada vez mais frequente do 3D (que aumenta o custo dos bilhetes), as quedas de espectadores foram de certa maneira compensadas, ainda que em termos positivos de crescimento dos lucros o nome dos distribuidores se mantenha.De notar ainda que não é possível, via ICA, obter resultados em que seja possível comparar o desempenho da Castello Lopes em 2011 com a Big Picture em 2012 (ambos eram/são os detentores do catálogo da 20th Century Fox).

No que toca aos exibidores, a queda foi praticamente em uníssono, com excepção de pequenos espaços, como o cinema Fonte Nova (em Lisboa) e os geridos pela Imobilasa na zona norte do país. Nos valores negativos, destaque para a acentuada queda das receitas da Medeia Filmes (-34.9%), da José Gomes & Ca (-33.2%), da Algarcine (-23.2%), da Socorama (-18.8%) e da NLC Cinema City (-14.7%).

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