No Rest for the Wicked, de Kasper Kalle, conquistou Méliès d’argent de Melhor Longa-Metragem Europeia na 20.ª edição do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que decorreu de 3 a 13 de setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa.
Ambientado nas Ilhas Faroé, em 1862, o filme da linhagem folk horror acompanha Baldur, um jovem pescador que leva uma existência solitária e sustenta a mãe desde a morte do pai. A sua vida transforma-se com a chegada de Helge, um misterioso baleeiro que fica retido na ilha. Entre os dois nasce uma relação que terá de permanecer escondida numa comunidade profundamente religiosa, onde o desejo entre homens é encarado como pecado e ameaça à ordem estabelecida. Quando uma tragédia os atinge, o romance proibido ganha contornos sobrenaturais, cruzando desejo, vampirismo e repressão religiosa. O filme inspira-se no conto Manor (1884), de Karl Heinrich Ulrichs.
Entre os vencedores portugueses, A Hora do Chico!, de João Severo e Rafael Sá Carneiro, conquistou o Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa, no valor de cinco mil euros, com o júri a destacar a construção de “uma viagem inquietante através de um passado pouco saudoso“.
Aqui ficam todos os vencedores da 20.ª edição:
Premiados MOTELX 2026
- Prémio Méliès d’argent – Melhor Longa-Metragem Europeia: No Rest for the Wicked, de Kasper Kalle
- Prémio Méliès d’argent – Melhor Curta-Metragem Europeia: Mancave, de Fredrik S. Hana
- Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa: A Hora do Chico!, de João Severo e Rafael Sá Carneiro
- Menção Honrosa – Melhor Curta de Terror Portuguesa: Consumido, de [carrozo]
- Prémio MOTELX – Melhor Guião de Terror Português: Hóspede, de Miguel Monteiro Rico
- Menção Honrosa – Melhor Guião de Terror Português: A Ostra, de Pedro Garrido
- Prémio Lobo Mau: Lexi, de Bruno Simões
- Prémio do Público: Gunman, de Cris Tapia Marchiori

