“Cidade Rabat” arrecadou o Grande Prémio no Festival Caminhos do Cinema Português, certame que decorreu em Coimbra, Mealhada e Penacova, de 10 a 18 de novembro, e que se centra no cinema nacional.
Estreado no Festival de Berlim este ano, o mais recente filme da cineasta de “No Taxi de Jack” – distinguido ainda pelo argumento – é descrito como “uma comédia melancólica sobre o luto“, centrando a sua atenção em Helena, que tenta manter o rumo da sua vida, a relação com a filha adolescente e as rotinas do trabalho, depois da morte da mãe.
Noutras distinções, as curtas “Corpos Cintilantes“, de Inês Teixeira, “Dildotectónica“, de Tomás Paula Marques, e “Quase Me Lembro“, de Dimitri Mihajlovic e Miguel Lima, foram agraciadas, respetivamente, com prémios de melhor ficção, melhor documentário e melhor animação, enquanto o luso-suíço Basil da Cunha foi eleito o melhor realizador por “2720“. Leonor Teles ganhou a melhor fotografia por “BAAN“.
Nas interpretações, Beatriz Batarda e Romeu Runa foram laureados pelas presenças em “Great Yarmouth – Provisional Figures“, de Marco Martins, enquanto Ruben Simões venceu o prémio revelação por “Vadio“, de Simão Cayatte, filme pelo qual Teresa Font conquistou o prémio de melhor montagem.
Na escolha do público, “Não sou nada“, de Edgar Pêra, foi o preferido, enquanto a crítica, através do prémio FIPRESCI, da Federação Internacional de Críticos de Cinema, reconheceu “O bêbado“, de André Marques.

