Antes de passar ao assunto, uma explicação a meu ver relevante. Apesar do negócio do cinema estar em total colapso em Portugal, o filme mais antecipado do ano apenas chegará ao nosso país em agosto. A minha critica aplica-se também à versão em espanhol (que assisti) onde Bane falava 10 decibéis acima do que devia e onde Batman convida Catwoman a entrar no Batcoche.
Será «O Cavaleiro das Trevas Renasce» tudo aquilo que se esperava? Sim, dentro de medidas realistas, é. Sendo mais sequela de «Batman: O Início» do que de «O Cavaleiro das Trevas» (em termos narrativos e artísticos), sendo melhor sequela que filme individual, e acima de tudo mostrando que ação real em ruas reais com carros e duplos reais criam um entretimento mais avassalador do que a aposta excessivamente digital de «Os Vingadores».
Ao terceiro filme, Christopher Nolan aposta a fundo no épico do crime povoando a sua obra de personagens com vidas e dramas pessoais e elevando a ameaça a uma escala muito superior do normal. Bane é um homem com um plano complexo, elaborado e a longo prazo.
Passaram-se oito anos desde a morte do Harvey Dent, cujos crimes ficaram em nome de Batman, que se assume vilão para manter a integridade pública. No entanto, um monstruoso criminoso chamado Bane força-o a sair da reforma através do provocar a falência do império Wayne (as empresas fachada de Batman). Em Gotham City, uma ladra (Catwoman) também chama a atenção ao homem morcego assim como um jovem e destemido policia chamado John.
Bane revela-se bem mais perigoso do que seria de esperar, fazendo com que Batman fique preso em exílio e Gotham se torne uma cidade em estado de sítio, cercada pelo exército. Na ausência de Batman, quem fará frente ao terror do plano de Bane?
«O Cavaleiro das Trevas Renasce» é um inquestionável triunfo de produção. Tão realista e impactante como o clássico «O Cavaleiro das Trevas» na hora de criar ação e suspense, com alguns momentos de arrepiante grandiosidade.
Nolan volta a apostar em grandes dilemas, dramas e talentos – como Christian Bale ou Joseph Gordon-Levitt, que estão à altura. Tom Hardy é um Bane denso e com presença e a mais óbvia “surpresa” é Anne Hathaway, que enche o ecrã de carisma e descontração sempre que a sua Selina aparece.
O Melhor: Épico e enorme em todos os sentidos.
O Pior: Entre tantas personagens, talvez tenha faltado desenvolver uma das mais importantes
| José Pedro Lopes |

