«Ted» por Pedro Quedas

(Fotos: Divulgação)

Realizador: Seth MacFarlane
Elenco:
Mark Wahlberg, Mila Kunis

Sim, é estranho pensar numa comédia sobre um ursinho de peluche que diz asneiras como um dos filmes mais divertidos do ano. Talvez ajude saber que esta é a primeira longa-metragem de Seth MacFarlane, o talento por trás de Family Guy e o responsável pela voz do dito ursinho de peluche. O filme conta também com o talento de Mila Kunis e o (levemente inesperado) ‘timing’ cómico de Mark Wahlberg. Mas nada mais interessa para além disto: “Ted” é um filme mesmo muito divertido.

A história começa na infância de John (Mark Wahlberg), um rapaz que não tem nenhum amigo e pede um desejo para que o seu urso Ted ganhe vida. A estrela cadente a passar faz com que o desejo se torne realidade. O urso torna-se uma celebridade mas, com o passar do tempo, todos se habituam ao facto de existir um urso de peluche que anda e fala como qualquer ser humano.

Anos mais tarde, John cresceu, arranjou um emprego e até uma namorada bem-sucedida (Mila Kunis), mas nunca se desapegou do seu urso de peluche, agora um boémio que nunca se coíbe da sua cerveja e ganza e tende a desencaminhar o melhor amigo para sessões de descontracção e maratonas de “Flash Gordon”.

O humor de Seth MacFarlane, tal como em Family Guy, é caracterizado por uma velocidade frenética e um manancial de referências ‘pop’ de todas as décadas. Também como em Family Guy, é um humor que na sua essência consiste em atirar barro à parede a ver se cola. O seu talento é que “cole” tantas vezes e que sejam poucas vezes em que o filme nos deixa respirar entre gargalhadas. Como disse, é um filme muito divertido.

Dito isto, é também um filme limitado. Mark Wahlberg e Mila Kunis entregam-se com o maior profissionalismo aos seus papéis e têm ambos óptimo instinto cómico, mas sempre que têm de ser mais sérios torna-se notório que as suas discussões não servem outro propósito que o de avançar com a narrativa. O mesmo com um ‘subplot’ com Giovanni Ribisi no papel de um fã demasiado obcecado com Ted.

 
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“Ted” não é um filme genial, mas é muito bom. Não é um clássico da comédia, mas poucos têm uma maior quantidade de gargalhadas por minuto. É um filme que tinha tudo para não resultar, mas acaba por ser uma muito agradável surpresa. Na verdade, como poderíamos não gostar de um filme que nos elucida quanto aos peculiares gostos sexuais de Norah Jones?

O Melhor: Quando as piadas de MacFarlane atingem o alvo, poucos há melhores que ele.
O Pior: Não passa de um filme muito divertido. Não que isso seja necessariamente

 
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 Pedro Quedas

 

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