Elenco: Mark Wahlberg, Mila Kunis
Sim, é estranho pensar numa comédia sobre um ursinho de peluche que diz asneiras como um dos filmes mais divertidos do ano. Talvez ajude saber que esta é a primeira longa-metragem de Seth MacFarlane, o talento por trás de Family Guy e o responsável pela voz do dito ursinho de peluche. O filme conta também com o talento de Mila Kunis e o (levemente inesperado) ‘timing’ cómico de Mark Wahlberg. Mas nada mais interessa para além disto: “Ted” é um filme mesmo muito divertido.
A história começa na infância de John (Mark Wahlberg), um rapaz que não tem nenhum amigo e pede um desejo para que o seu urso Ted ganhe vida. A estrela cadente a passar faz com que o desejo se torne realidade. O urso torna-se uma celebridade mas, com o passar do tempo, todos se habituam ao facto de existir um urso de peluche que anda e fala como qualquer ser humano.
Anos mais tarde, John cresceu, arranjou um emprego e até uma namorada bem-sucedida (Mila Kunis), mas nunca se desapegou do seu urso de peluche, agora um boémio que nunca se coíbe da sua cerveja e ganza e tende a desencaminhar o melhor amigo para sessões de descontracção e maratonas de “Flash Gordon”.
O humor de Seth MacFarlane, tal como em Family Guy, é caracterizado por uma velocidade frenética e um manancial de referências ‘pop’ de todas as décadas. Também como em Family Guy, é um humor que na sua essência consiste em atirar barro à parede a ver se cola. O seu talento é que “cole” tantas vezes e que sejam poucas vezes em que o filme nos deixa respirar entre gargalhadas. Como disse, é um filme muito divertido.
Dito isto, é também um filme limitado. Mark Wahlberg e Mila Kunis entregam-se com o maior profissionalismo aos seus papéis e têm ambos óptimo instinto cómico, mas sempre que têm de ser mais sérios torna-se notório que as suas discussões não servem outro propósito que o de avançar com a narrativa. O mesmo com um ‘subplot’ com Giovanni Ribisi no papel de um fã demasiado obcecado com Ted.
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O Melhor: Quando as piadas de MacFarlane atingem o alvo, poucos há melhores que ele.
O Pior: Não passa de um filme muito divertido. Não que isso seja necessariamente
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| Pedro Quedas |

