Realização: Christopher Suen
Elenco: Hayama Go, Lan Yan, Saori Hara, Vonnie Lui, Yukiko Suo, Tony Ho.
Seria preciso um conhecimento pelo menos razoável da cultura sexual dos chineses para perceber porque esse filme bateu “Avatar” nas bilheteiras de Hong Kong e Taiwan. No Ocidente, mesmo tendo em conta que a distribuição foi limitada e sem saber quanto se investiu na divulgação, pode-se dizer que a receção foi bem mais modesta. Nos Estados Unidos, por exemplo, não passou de U$ 153 mil – contribuindo com apenas 2% do total do faturamento – cujos U$ 6 milhões da arrecadação foram captados quase exclusivamente no sudeste asiático (incluindo Coreia do Sul, Singapura e Tailândia).
Uma das razões para o fenómeno talvez esteja no fato dos filmes de sexo explícito serem proibidos nestes países, sendo que “Sex and Zen 3D – Extreme Ecstasy” esforça-se por compensar aquilo que não pode mostrar. No mundo ocidental, onde já se viu literalmente de tudo, o que sobra é um espetáculo quase circense, assumidamente trash e despretensioso que no cardápio serve em igual dose lindas chinesas e atrocidades variadas – incluindo castrações a rodo. Quanto ao 3D, serve mais para as cenas de pancadaria do que para acrescentar algo diferente aos filmes eróticos.
Para não ser levado a sério nem por um minuto, o filme pode ser até bem divertido – o problema é que a repetição contínua de torturas, ketchup a jorrar de pescoços e demais malvadezas de um super vilão, acabam por tornar o filme cansativo.
O Melhor: no dia e com o espírito certo, diversão garantida
O Pior: a dada altura os excessos e o mau gosto deixam de fazer rir e tornam o filme enfadonho
| Roni Nunes |

