Por vezes torna-se quase inconsciente ver um filme de outra cinematografia, neste caso francesa, e pensar “Hollywood vai fazer um remake disto”. Esse é o primeiro pensamento que fica de “À queima-roupa”, um frenético thriller francês, que em escassos 84 minutos prende o espectador do primeiro ao último instante.
O filme pega numa temática já abordada várias vezes, o homem inocente que se vê arrastado para o crime e para a fuga para provar a sua inocência. Neste caso trata-se de Samuel (Gilles Lellouche), um auxiliar de ação médica que se vê chantageado quando a sua mulher grávida de sete meses é raptada. A sua missão é simples: tirar um doente do hospital e reaver a sua mulher, mas tudo se tornará muito mais complicado.
Este é o segundo filme escrito e realizado por Fred Cavayé que prova depois de “Pour Elle”, que sabe escrever e dirigir bons thrillers intensos e frenéticos. As interpretações dos atores são de uma forma geral seguras e até cativantes, como no caso da espanhola Elena Anaya cujo papel pequeno, mas sofrido, ajuda a humanizar algo que geralmente é mais descurado nos filmes deste género.
“Á queima-roupa” vale bem a ida ao cinema para os apreciadores do género, demonstrando que um filme sem grandes efeitos consegue dar tanto ou mais frenesim que uma mega produção.
O Melhor: O Ritmo infernal.
O Pior: Chega com dois anos de atraso às salas portuguesas
| Carla Calheiros |

