Basta lembrar o que ele fez ao gang de motards em “Mad Max”, a Gary Sinise em “Ransom”, ou até o mais vingativo “Payback”, um filme mais parecido a este, ainda que este se possa inserir num neo-género dentro da acção, em que os pais se vingam dos mauzões que atacaram as filhas (“Taken” é o melhor exemplo recente).
Nesta fita Mel assiste à morte da sua filha e tudo vai fazer para encontrar os responsáveis. No fundo, este trabalho de Martin Campbell (“Casino Royale”), um cineasta habituado à acção, parece um misto de “Taken” com uma “Conspiracy Theory” sem músculos mas com algumas sequências bem conseguidas.
Porém, os mais que certos twists são fáceis de detectar. O vilão não é realista, nem estilizado, não tendo assim força, mesmo com as tentativas de Ray Winstone em dar uma dimensão à sua personagem que ela não tem. Mel Gibson também não dá unicidade ao pai que representa, estando assim dois bons actores à deriva de um argumento que não atemoriza, nem intriga, nem cria uma particular raiva que nos coloque como um Charles Bronson com um desejo de matar e morrer.
Assim, e comparativamente à obra original onde se inspira – uma mini-série de TV britânica de 1985, “Edge of Darkness” é uma teoria da conspiração pobre, derivativa e que não acrescenta nada ao cinema contemporâneo.
O Melhor: Os actores
O Pior: Argumento pseudo misterioso
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| “Edge of Darkness” é uma teoria da conspiração pobre, derivativa e que não acrescenta nada ao cinema contemporâneo….4/10 |

