É bom ver o cinema português com filmes assim. A história de uma actriz, que se apaixona pelo Paparazzo que ela mais detesta. A história banal de uma simples comédia romântica.
Brilhantemente interpretada por Marco D’Almeida e Soraia Chaves (uma actriz de grande capacidade e que melhora de filme para filme), conta com um elenco de notáveis como Nuno Markl, Virgilio Castelo, Ivo Canelas, entre outros. A isto junta-se uma boa fotografia, o melhor realizador e o melhor produtor de filmes comerciais no activo em portugal e temos facilmente o sucesso deste ano do nosso cinema.
A Bela e o Paparazzo, é um filme que não acrescenta nada ao seu género, mas trabalha-o de uma forma superior. A narrativa demora um pouco a arrancar, o primeiro “plot point” não é muito forte e por isso, o primeiro acto é o menos satisfatório. No entanto, o interesse despertado está num constante crescimento a partir daí. De referir também os textos interpretados por Nuno Markl, muito semelhante “Ao Homem Que Mordeu o Cão” e que estão num patamar superior em termos de humor ao resto do argumento.
A nível visual, o filme apresenta-nos um interessante roteiro turístico da cidade de Lisboa, com Hospital incluído, que é o sonho idílico de qualquer visitante. Isso e a festa, as discussões de beira de “quintal”, onde se vê o sangue latino que corre nas nossas veias, é um filme português para portugueses.
“A Bela e o Paparazzo” é um filme que não engana o espectador, uma mostra de capacidade do cinema português, que podemos produzir filmes comerciais, lucrativos e acima de tudo bem feitos.
O Melhor: Nuno Markl e as suas deixas
O Pior: A fragilidade do primeiro “plot point”
| Base |
| Se estreasse uma comédia romântica portuguesa desta qualidade de dois em dois meses teríamos um cinema pujante e lucrativo, fico a espera de mais…..7/10 |

