“Surrogates” por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
 
 
No futuro, em 2054, os homens vivem sozinhos em casa e interagem com o mundo de forma indirecta, através de robôs que são semelhantes a eles, mas muito mais poderosos. Quando um android é morto e com ele morre também o humano a que está ligado, a polícia começa a investigar, pois até aí desconhecia-se qualquer arma que pusesse em perigo os humanos através da morte dos seus robôs.
Estará a sociedade de “Substitutos” ameaçada por esta nova arma?
Apesar de ser extremamente derivativo das histórias de Phillip K. Dick ou Isac Asimov, a “Surrogates” falta a verdadeira chama de nos envolver na sua premissa, para além de nos cativar com a tipica história “Whodunit”, que tanto podia ser no futuro distópico como agora.
Por isso, e ao contrário de outros exemplos de filmes de ficção científica deste ano, “Surrogates” entretem durante a sua duração, mas facilmente é um filme que se esquece pois não detém em ponto algum algo que o distinga e o torne único.
Destaque para as prestações dos dois actores que dão a cara aos policias que investigam o caso. De um lado temos um Bruce Willis que sempre nos dá prestações seguras. Do outro temos Radha Mitchell que faz um belissimo par ao lado de Willis.
De resto, não há muito mais a dizer, a não ser que Jonathan Mostow, que já tinha brincado com robôs em Terminator 3, consegue a realização de um interessante filme de acção pela acção não conseguindo porém marcar pontos em termos de mística, passando este filme bastante ao lado das obras derivativas em que se inspira…
O Melhor: Bruce Willis e algumas sequências de acção
O Pior: Não tem grande mística. Entretém e é só. Nem sequer dá que pensar
A Base:Apesar de ser extremamente derivativo das histórias de Phillip K. Dick ou Isac Asimov, a “Surrogates” falta a verdadeira chama de nos envolver na sua premissa

5/10

 

Jorge Pereira 

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