
Recheado de clichés metaforicamente transformados em senso-comum, “Couples Retreat” é um filme cómico e romântico que prima pela ausência de ideias verdadeiramente originais, sendo assim comparável ao mais secante e monótono dos casamentos, daqueles que bem precisa de um abanão – para não dizer um exorcismo – para sair do estado letárgico em que se encontra.
No filme seguimos quatro casais que decidem ir para um resort numa ilha onde se vão submeter a uma terapia de casais, tudo para apimentar a relação e reacender as paixões há muito perdidas devido às obrigações familiares e laborais.
O filme até podia ter sido bem conseguido, se os “botões” correctos tivessem sido bem primidos, mas a forma superficial e banal como tudo é tratado é tão “comercial”, que no fundo estamos apenas e só perante uma máquina de fazer dinheiro. Veja-se o papel interpretado por Jean Reno, ou a personagem denominada de “Salvador”. Ambos são perfeitos clichés pateticamente criados para supostamente “atormentar” os casais, mas que no fundo apenas rebaixam um filme já de si pouco interessante.
Como tal, e se procuram uma comédia, ou um filme sério de relações, não é aqui que encontram, estando claramente este filme deslocado da época normal em que deveria estrear, ou seja, a dita silly season.
A evitar.
O Melhor: O Resort
O Pior: As personagens são profundamente superficiais
A Base: é um filme cómico e romântico que prima pela ausência de ideias verdadeiramente originais, sendo assim comparável ao mais secante e monótono dos casamentos, daqueles que bem precisa de um abanão – para não dizer um exorcismo – para sair do estado letárgico em que se encontra
3/10

