“The Box” por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
 

 
O nome de Richard Kelly está invariavelmente ligado a “Donnie Darko”, e após esta terceira entrega no seu curto curriculum, por muito tempo assim o será.
Desta vez Kelly homenageia os anos 70 e os seus filmes de ficção cientifica, pegando invariavelmente em elementos caracteristicos das suas obras anteriores, sejam os habituais dilemas morais, teenagers negros e sinistros, filhos problemáticos, o que é real ou ficção, a culpa e a inocência.
Com o background da corrida nuclear nos anos 70, “The Box” segue um casal que é confrontado com um estranho que lhes oferece uma caixa muito peculiar. Se carregarem num botão, há uma pessoa qualquer no mundo que morre, mas eles receberão um milhão de dólares.
E é no meio desta sinistra proposta que o filme se desenrola, dando maior ênfase ao dilema moral naturalmente ligado à proposta em si, que já desde os tempos bíblicos existe – ie – temos um casal confrontado com uma proposta que os coloca em xeque.l
A questão é que à medida que o filme avança, os elementos dos filmes típicos dos anos 70 saturam toda a obra, passando as tentativas de sustos a verdadeiros actos de comédia, perdendo assim o filme a dinâmica misteriosa e tornando-se um pastiche de horror muito pouco conseguido e definitivamente uma disulusão.
O Melhor: O Inicio e o dilema moral
O Pior: As sequências na biblioteca
A Base: à medida que o filme avança, os elementos dos filmes típicos dos anos 70 saturam toda a obra, passando as tentativas de sustos a verdadeiros actos de comédia, perdendo assim o filme a dinâmica misteriosa e tornando-se um pastiche de horror muito pouco conseguido e definitivamente uma desilusão.
4/10
 
Jorge Pereira 

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