‘New Moon’ por Luís Ferreira

(Fotos: Divulgação)

Após sensivelmente um ano chega-nos às salas de cinema nacionais o segundo capítulo da saga “Twilight”, “New Moon”.

Esta saga, que conta um romance vivido entre uma mortal (Bella) e um jovem vampiro (Edward), estreou-se em Dezembro de 2008, e criou uma onda de novas tendências no mundo da ficção. Foi a responsável pelo surgimento de novos filmes e séries televisivas com temáticas similares às do filme – sobretudo relacionados com vampiros. Assim sendo, “Twilight” criou um rol de entusiastas, principalmente nas camadas mais jovens.

Após o lançamento do primeiro filme, começa a corrida para a continuação deste franchise. Para os fãs mais impacientes, estes vão-se refugiando na leitura dos quatro livros da série. Com todo este alarido, foram-se criando cada vez mais expectativas em torno do novo filme.

Há meses surgiram os primeiros posters, trailers e clip’s de “New Moon”. Uma série de imagens fantásticas, com vampiros a combater lobisomens. Imagens muito apelativas mas, infelizmente, demasiado reveladoras.

“New Moon” apresentou-se demasiado monótono e aborrecido. Ao longo do seu visionamento deparamo-nos com diálogos muito fracos e demasiado básicos. Kristen Stewart, que representa a mortal Bella, e Robert Pattinson, o vampiro Edward Cullen, esforçam-se para tentar transmitir o platónico amor que os une, no entanto, o fraco desempenho – possivelmente derivado dos fracos diálogos – deixou arrefecer toda a paixão por eles existente e bem transmitida em “Twilight”. Nem os momentos de Bella após a perda de Edward conseguiram transmitir a ideia de dor – exceptuando os pesadelos, em que a actriz conseguiu apresentar bastante sofrimento.

O filme também não consegue encontrar um ritmo próprio. Cena após cena, a acção decorre de uma forma demasiado melancólica e muito entediante, saltando de imediato para cenas excessivamente rápidas e confusas.

Neste novo capítulo são-nos apresentados novas personagens e explora-se ainda mais as personagens anteriores. Neste último ponto temos Jacob, um jovem de 16 anos, que faz parte de uma tribo, Quileute, que irá criar um triângulo amoroso, juntamente com Bella e Edward. Personagem interpretada por Taylor Lautner, mais musculado e maduro – consequentemente ouviram-se demasiados suspiros cada vez que este aparecia em tronco-nú no ecrã. Lautner mostrou-nos uma personagem melhor interpretada e mais evoluída em relação ao primeiro filme. Depois temos um antigo clã de vampiros italianos, os Volturi, onde destaco a prestação de Dakota Fanning, que desempenha um papel extremamente pequeno (neste capítulo), mas bastante aliciante. Deste modo, espero que a vejamos nos próximos capítulos da saga.

O ritmo desgastante do filme é quebrado, e bem, pelas fantásticas cenas com os lobisomens e com a Tribo Quileute. Cenas simples e com efeitos especiais bastante aceitáveis. As transformações dos lobisomens é que deixaram um pouco a desejar. Não as podemos comparar com as simples e brilhantes imagens criadas, por exemplo, em “An American Werewolf in London”, de 1981. No entanto, dentro do contexto de “New Moon”, penso terem feito um bom trabalho neste campo.

Em suma, entendo que este filme esteja destinado às camadas mais juvenis, tenha adquirido fãs ao longo dos últimos meses, no entanto, penso que mesmo esses irão entediar-se com tamanha desilusão.


O Melhor:
As cenas com a Tribo Quileute, e com Dakota Fanning.
O Pior:
O ritmo entediante e os fracos diálogos.

A Base
Para fãs da série e adeptos do género, mesmo esses irão entediar-se com tamanha desilusão.. 3/10

Luís Ferreira

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