‘New Moon’ por Laura Moreira

(Fotos: Divulgação)

A longa espera terminou. Desde 4 de Dezembro de 2008 que aguardávamos ansiosamente a estreia do segundo episódio da saga Twilight – Lua Nova.

Muito se tem especulado sobre o novo filme: desde os actores (que se mantêm) à realização, desta feita de Chris Weitz, que Lua Nova tem feito corrrer rios de tinta na imprensa, e não só.

A juntar à histeria colectiva, principalmente adolescente na primeira peça, junta-se agora a histeria das fãs mais velhas – as Twilight Mums. O fenómeno é global e desde há muito que não se via nada assim.

A questão que permanecia era: será que Lua Nova vai corresponder às expectativas?

Lua Nova abriu hoje em ante-estreia, cortesia da Zon, ainda antes do visionamento de imprensa, nas salas portuguesas. E o C7nema esteve lá.

E New Moon esteve muito acima de todas as expectativas possíveis. Chris Weitz está de parabéns, bem como todo o elenco.

O guião da pelicula, adaptado da obra homónima de Stephanie Meyer, foi escrito novamente por Melissa Rosenberg, mas com a colaboração da escritora supracitada. E, para quem leu a obra e conhece a saga completa, elas não desiludem. A adaptação está fantástica, conseguindo incorporar uma série de pormenores relevantes, mantendo um ritmo fluido e natural.

As performances de Stewart, Pattinson e Lautner evoluiram imenso e a sensação que às vezes Twilight nos transmitia, relembrando-nos que estávamos perante três jovens actores com muito pouca experiência, aqui desvanece-se por completo. Ficamos presos do início ao fim, e até as personagens secundárias são carismáticas, especialmente Billy Burke, o Pai de Isabella Swan.

A fotografia e os efeitos especiais mudaram radicalmente: desta vez não temos erros básicos visíveis, como o cabo que suspendia Pattinson. Temos sim uma pelicula com efeitos especiais bem conseguidos e uma fotografia bastante mais adequada ao tema: a substituição dos tons amarelados por tons azuis ajuda à naturalidade e ao fluir da história.

A banda sonora, já conhecida de antemão e cheia de nomes sonantes, adequa-se perfeitamente. Especial menção para Lykke Li com o fabuloso “Possibility”, feito à medida do momento em que é inserido.

New Moon é, assim, uma pelicula bem feita, com bons e prometedores actores, construída para os fãs e para os não fãs.

Em suma, e sendo uma fã da série, mas reconhecendo as suas limitações literárias e cinematográficas, fiquei extrema e agradavelmente surpreendida. Eu e as 150 adolescentes, e não-tão-adolescentes, que estavam na sala comigo e que suspiraram em uníssono com os abdominais de Taylor Lautner. Eu não suspirei porque fiquei sem ar.

O Melhor: Não vamos dizer os abdominais do Taylor Lautner, mas sim a química conseguida entre o jovem actor e Kristen Stewart.

O Pior: A personagem de Pattinson relembra-nos Louis, de A Entrevista com o Vampiro, e aborrece-nos tanta martirização. 

A Base
New Moon é, assim, uma pelicula bem feita, com bons e prometedores actores, construída para os fãs e para os não fãs. 8/10

 

Laura Moreira

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