“Fame” por Laura Moreira

(Fotos: Divulgação)

Quando, em 1980, David de Silva e Alan Parker produziram e realizaram “Fame”, o sucesso foi tal que, para além dos milhões de dólares na bilheteira, o filme foi nomeado para os Oscar de Melhor Banda Sonora, Melhor Canção Original, Melhor Som, Melhor Argumento e Melhor Edição, tendo ganho os dois primeiros; foi também nomeado para vários Bafta e vários Golden Globes. A Entertainment Weekly classificou o filme em 42º lugar na lista de “Best High School Movies” de 2006.

Posteriormente, foi criada a série de televisão homónima e também um musical que está, ainda hoje em dia, em vários teatros europeus e americanos; a obra lançou vários actores e actrizes nas suas carreiras, sendo a mais conhecida Irene Cara e Gene Anthony Ray. Este ano Fame gerou também um remake com o mesmo título, mas cheio de caras novas.

Estamos perante uma fórmula de sucesso e seria, de facto, muito difícil que tivesse mau resultado. Sem dúvida que este remake é, ao contrário do original, um filme sobre o mundo das artes performativas e não sobre as personagens. Embora estas dêm vida à peça, não são aprofundadas e servem apenas como exemplos do que se passa neste mundo, e do quão difícil é singrar no mesmo.

A qualidade do espectáculo apresentado mantêm-se: os actores escolhidos não desiludem e os efeitos visuais são grandiosos. Ficamos com vontade de conhecer um pouco mais as personagens e de vermos um pouco mais deste universo tão apelativo.

Quanto ao som, seria difícil fazer um remake melhor do que a canção original, mas o resultado é bom e bastante actual. A edição e a fotografia também não desiludem e tornam o filme fluído, sem que nos demos conta do tempo a passar.

Embora o argumento não aprofunde as personagens tanto quanto desejado, o resultado final é bom: saímos do cinema a bater o pezinho ao compasso da música e com um sorriso nos lábios. Para os fãs, é um filme a não perder; para os que não são fãs, serão certamente duas horas muito bem passadas.

O Melhor: o show contínuo de artes performativas que é este filme
O Pior: as personagens ficam a saber a pouco

A Base
Embora o argumento não aprofunde as personagens tanto quanto desejado, o resultado final é bom: saímos do cinema a bater o pezinho ao compasso da música e com um sorriso nos lábios. Para os fãs, é um filme a não perder; para os que não são fãs, serão certamente duas horas muito bem passadas…. 7/10

 

 

 Laura Moreira

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