Estamos perante um filme sólido, para dizer o mínimo. Com actores suecos e um director maioritariamente desconhecido, esta produção prende-nos logo nos primeiros minutos. O suspense é criado com mestria, ajudado por uma direcção artística e uma fotografia igualmente soberbas.
O ambiente escuro e frio, que progressivamente dá lugar a uma primavera e culmina com o desvendar do mistério principal, mostra-nos uma Suécia diferente daquela a que estamos habituados a ver. Larsson era um conhecido lutador pelos direitos das mulheres, contra o Nazismo e a extrema direita, e abordava temas actuais, como a violência nas ruas da Suécia, o que transparece em absoluto nesta história.
Mas o melhor do filme são as personagens. Stieg Larson, com os seus livros, criou, a meu ver, uma nova espécie de heroína, muito humana e andrógina, mas cujas atitudes irão certamente despertar identificação por parte das mulheres.
Lisbeth, uma jovem de24 anos, ex-paciente de uma ala psiquiátrica e com antecedentes familiares que passaram pela violência doméstica, homicídios, entre outros, é interpretada por Noomi Rapace de forma cativante e surpreendente. Esta actriz é já vencedora de dois prémios suecos (Bodi e Robert) como melhor actriz, e aqui não desilude. Rouba completamente as cenas em que contracena com Michael Nyqvist, que interpreta Mikael Blomkvist, e a sua presença no grande ecrã é perturbadora e mexe connosco.
Em suma, estamos perante uma produção brilhante, uma selecção de actores cuidada, uma direcção sólida acompanhada por uma óptimo trabalho de fotografia, o que resulta num filme cativante a não perder. Nem só de Hollywood se faz a história da Sétima Arte.
O Melhor: Lisbeth Salander. Tive que me conter para não aplaudir a meio do filme…
O Pior: Pode haver alguns espectadores que considerem a película longa (chega às duas horas e meia)
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| Em suma, estamos perante uma produção brilhante, uma selecção de actores cuidada, uma direcção sólida acompanhada por uma óptimo trabalho de fotografia, o que resulta num filme cativante a não perder. Nem só de Hollywood se faz a história da Sétima Arte… 9/10 |
Laura Moreira

