
Após eventos traumáticos, Mandy (Amber Heard) e um grupo de amigos decidem ir tirar umas férias para um local remoto. Aí algo os começa a chacinar, um por um, e eles terão de lutar pela sobrevivência.
Tal como a maioria dos slashers recentemente, “All the Boys Love Mandy Lane” demonstra um enorme conhecimento na envolvência reminiscente da década de 70 e nos filmes do género. Todos os elementos que caracterizam os slashers, e mesmo as suas regras mais ínfimas, são transportadas para o ecrã. O problema é que o cinema não é uma mera equação matemática, nem um cozinhado onde cada ingrediente é caprichosamente e cuidadosamente colocado nas doses certas. “Mandy Lane” sofre disso, pois apesar de todos os elementos para fazer um bom slasher estarem lá, em nenhum ponto o filme os consegue utilizar para nos surpreender ou nos prender ao ecrã.
E nem se pode dizer que é nas interpretações ou twists que este filme falha. Apesar de considerar os momentos finais completamente desprovidos de sentido, é preciso muito mais que paisagens assustadoras, vilões estereotipados e teenagers com as hormonas em brasa para me cativar.
É preciso um verdadeiro ambiente de terror, ou então doses de humor que nos descomprimam e nos afastem da seriedade. É no meio deste carácter inócuo e desprovido de unicidade que o filme se movimenta e tropeça sob si mesmo.
Por isso, “Mandy Lane” é apenas mais um filme do género. Bem realizado, com uma óptima cinematografia, actores razoáveis, mas com uma história tão banal que até se pode dizer que este é dos remakes mais generalistas dum género, sem nunca realmente o ser.
Dispensável…
4/10
O Melhor: A cinematografia
O Pior: O final
| A Base |
| “All the Boys Love Mandy Lane” demonstra um enorme conhecimento e envolvência reminiscente da década de 70 e dos filmes do género […] mas apesar de ter todos os elementos para fazer um bom slasher, em nenhum momento o filme os consegue utilizar para nos surpreender ou prender ao ecrã.. 4/10 |

