Realizado por Gil Kenan, “City of Ember” é uma espécie de fábula que funciona bastante bem naquilo que se pode chamar o cinema para toda a família, ao mesmo tempo que atrai círculos mais restritos como os apaixonados pela ficção científica e civilizações distópicas.
Aí, durante gerações, o povo da cidade de Ember prosperou alimentado por um enorme gerador, construído para durar 200 anos. Agora, o fim desse prazo está próximo e as luzes começam a falhar e as pessoas a desesperar.
É durante a cerimónia do “Dia da Missão” – um dia em que os que ainda não têm função na cidade são agraciados pelo presidente com a sua tarefa para o resto da vida – que Lina (Saoirse Ronan de “Atonement”) conhece Doon (Harry Treadaway de “Control”). Agastados com os resultados do sorteio, os dois decidem trocar as suas tarefas comunitárias, conseguindo Lina o papel de mensageira que tanto ambicionava e ocupando Doon uma posição na vasta rede de tubos de ligação ao Gerador, debaixo da cidade.
Porém, há uma velha caixa que ameaça revelar um enorme segredo sobre a cidade e, quando algumas pessoas tentam escapar para o exterior, as coisas complicam-se e nem tudo o que à primeira vista parece, o é.
Longe de ser uma ideia completamente original, podemos adiantar que esta obra tem suficientes dotes para nos prender até bem perto do fim. As personagens são interessantes e automaticamente criamos empatia com elas, mas é nos segredos que a cidade esconde e na real natureza de alguns dos seus cidadãos que “City of Ember” triunfa.
Por outro lado, a partir de certo ponto parece que o filme entra em modo automático, sendo bastante previsível o seu caminho e as acções dos heróis e vilões.
No entanto, se querem ver ficção cientifica inteligente e para toda a família, “Ember” é uma boa opção – ainda que apenas mais um universo distópico de novo na moda…
O Melhor: O conhecer a cidade e os seus pequenos detalhes
O Pior: Bill Murray merecia uma melhor personagem
| A Base |
| “Sem nunca ser soberbo, “City of Ember” é uma espécie de fábula que funciona bastante bem naquilo que se pode chamar o cinema para toda a família, ao mesmo tempo que atrai círculos mais restritos como os apaixonados pela ficção cientifica e civilizações distópicas….. 6/10 |

