
Quem viajava em Londres há uns meses atrás reparava que por toda linha de metro se amontoavam cartazes de “Franklyn”, uma produção britânica que apostou forte na publicidade e no carácter misterioso da sua premissa para atrair uma série de fãs do chamado cinema distópico e futurista.
Mas se há coisa que o cinema britânico já devia ter aprendido é que a estética não é tudo. É que em volta do misterioso conceito de “Franklyn” vamos apenas encontrar sequências banais e metaforicamente medíocres, interpretações aceitáveis, mas não memoráveis, ficando apenas na retina uma ou outra imagem mas não a história.
Para piorar, e mesmo sendo esteticamente cuidado e agradável, este visual é reminiscente de diversas outras obras, até nos ínfimos detalhes como o guarda roupa. Como exemplo temos uma Meanwhile City que parece algo entre Gotham City num “Blade Runner”, um guarda- roupa universal que se inspira sobremaneira nos trajes coreanos do século XVIII e um “herói” mascarado que faz lembrar Rorsach de “Watchmen” – e que vive numa casa que mais parece saída de “The Crow”.
O Melhor – A estética
O Pior – Previsível e até aborrecido nos momentos finais
| A Base |
| “A estética não é tudo. É que em volta do misterioso conceito de “Franklyn” vamos apenas encontrar sequências banais e metaforicamente medíocres”…. 4/10 |

