
Há quem diga que tenho um sério problema com filmes sobre famílias disfuncionais e que constantemente os arraso. A bem da verdade, tal afirmação até pode ser correcta, mas no fundo o grande problema dos filmes sobre esta temática é que, ou trazem algo de novo ou então não vale a pena carregar na mesma tecla constantemente.
E esta máxima segue para todos os filmes sobre todos os temas, não só para este.
Tudo começa no passado, onde assistimos à forma tirana e disciplinadora como um pai (Willem Dafoe) lida com a sua mulher (Julia Roberts) e o filho (Cayden Boyd). Depois acordamos num avião e encontramos Ryan Reynolds a lembrar-se do passado. No fundo ele era a tal criança e, sabemos minutos depois, vai reencontrar a família.
Tudo isto é interrompido quando Dafoe e Roberts têm um acidente com consequências trágicas, o que vai despertar em Reynolds uma reflexão sobre o passado e a sua péssima relação com o pai.
Pelo meio temos a irmã de Roberts, interpretada por Emily Watson actualmente e por Hayden Penettiere (a Cheerleader de “Heroes”) no passado, o marido desta e a companheira de Ryan Reynolds (Carrie Anne Moss).
O casting deste filme é bastante inteligente, pois vai buscar ao cinema comercial nomes como Julia Roberts e Ryan Reynolds, ao cinema mais independente Willem Dafoe e Emily Watson, sem nunca esquecer novas estrelas como Hayden Penettiere, ou caras facilmente reconhecíveis como Carrie Anne Moss (“Matrix”, “Memento”) e Ion Gruffudd (“Fantastic Four”).
E como já disse acima, é neste elenco que reside o melhor do filme, ainda que só a personagem de Reynolds tenha mais que uma dimensão. É pena assistir à pouca espessura de personagens como a de Emilly Watson, ou à estranha presença de Moss que mais parece ter caído de paraquedas.
O resto são belas técnicas de filmagem, uma óptima fotografia e uma realização competente e enternecedora. O problema é que a história e os seus elementos são demasiado batidos e pouco atraentes para quem tem de assistir a um filme de uma temática tão comum.
É aí que o filme falha e é aí que nos devia conquistar…
O Melhor: O elenco e pequenos detalhes da cinematografia
O Pior: Uma história banal numa espécie de “Ordinary People” fracassada
| A Base |
| A história e os seus elementos são demasiado batidos e pouco atraentes para quem tem de assistir a um filme de uma temática tão comum….. 5/10 |
Jorge Pereira

