“Quarantine” por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)

 

 

 

 

Havia imensa coisa para dizer sobre “Quarantine”, e até tinha tempo para dissecar mais profundamente o fenómeno de remakes construídos numa lógica cena a cena, mas a verdade é que acho que o filme fala por si.

“Quarantine” é um filme muito interessante. Mesmo muito. O problema é que basicamente é uma cópia completa e absolutamente descarada de “[Rec]”, um filme espanhol que – pasme-se – é de 2007.

Porque razão se faz um remake em inglês de um filme espanhol tão recente? A única coisa que tem lógica é: a) os americanos não sabem ver filmes legendados; b) é muito caro pagar a um argumentista em Hollywood nos dias que correm, por isso mais vale fazer uma cópia praticamente exacta a partir de algo já escrito. O resultado é assim uma boa recolha monetária com pouco investimento.

E “Quarantine” é isso. Um produto feito para o mercado americano, que naturalmente agrada qualquer pessoa, pois o original – apesar de reciclar a temática – conseguia prender do primeiro ao último minuto o espectador com uma tensão aterrorizante.

Como tal, “Quarantine” deveria ter outro nome. “Copy and Paste” era o mais adequado.

A ver apenas por quem nunca assistiu ao original.

O Melhor– Jennifer Carpenter
O Pior – Estamos a assistir a um filme de terror. Ao copiar cena a cena o filme em que se inspira, não há um único momento em que nos podemos realmente assustar. Já sabemos as cenas especificas de [REC] para isso.

A Base
“Quarantine” é um filme muito interessante. Mesmo muito. O problema é que basicamente é uma cópia completa e absolutamente descarada de “[Rec]”, um filme espanhol que – pasme-se – é de 2007… 1/10
 

 Jorge Pereira

 

“Quarantine” por José Pedro Lopes (6/10)

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