“Outlander” por Jorge Pereira

(Fotos: Divulgação)
 
 

Fazer um filme de Aliens contra Vikings é qualquer coisa de extraordinário. Tão fantástico como pegar em zombies e espetá-los num romance da Jane Austen, ou quiçá meter fantasmas em trincheiras durante a primeira guerra mundial. Só por si, estes conceitos – absurdos, mas divertidíssimos- valem uma ida ao cinema.

O problema é que “Outlander” não é de todo um bom filme de acção, nem tem o poder de assustar e muito menos de fazer rir.

No fundo, isto é um daqueles filmes de série B que se estiver a dar na TV o mal não vem ao mundo se o virmos. Mas realmente, não merece uma recomendação.

E nem Jim Caviezel ou John Hurt conseguem salvar “Outlander” da mediocridade dos diálogos – com momentos risíveis, especialmente quando o filme começa a debitar toda a mitologia escandinava, quer através do nome das personagens como das súplicas.

Depois temos um monstro muito cheesy, do tamanho de 4/5 ursos, que parcialmente voa, que tem luz, mas que ninguém consegue ver quando ataca uma aldeia. Enfim… há limites, mesmo nos filmes B.

Finalmente, e como estocada final, temos a previsibilidade de tudo e cenas de acção longe de nos prender. Até a potencial temática metafórica do colonialismo e racismo é rebatida porque no fundo estamos a falar de uma besta alienígena – como é tratado derradeiramente.

Eu por mim, Moorwhen tinha ganho…

O Melhor – Gore. Muito gore para os fãs
O Pior – A previsibilidade do argumento

A Base
No fundo, isto é um daqueles filmes de série B que se estiver a dar na TV o mal não vem ao mundo se o virmos. Mas realmente, não merece uma recomendação.…. 4/10
 
Jorge Pereira

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