“Death Race” por André Reis

(Fotos: Divulgação)

 

 

Paul W.S Anderson acelera neste remake de um filme de 1975 (Death race 2000) que tinha David Carradine e Sylvester Stallone nos papéis principais.

Acusado da morte da mulher, Jensen Ames (Jason Statham), é condenado à prisão e enviado para o pior estabelecimento prisional do país. Aí, descobre que a directora Hennessey (Joan Allen) organiza corridas de morte extremamente lucrativas transmitidas na Internet. Quando esta lhe faz a proposta para competir, Jensen percebe que a sua ida para a cadeia não foi acidental…

Ao pensar nas obras de Paul W.S Anderson poderíamos concluir que nunca fez nada que valesse realmente a pena. Mas, e ao contrario de muitos, o senhor teve nariz para se infiltrar no mundo das adaptações de videojogos. A primeira incursão remonta a 1995 com o filme “Mortal Kombat”. Desde aí, oscila entre o mau e o medíocre, mas sempre com a audiência a seguir todas as suas aventuras “made in vídeo games”.

Com este Death Race, Paul W.S, afasta-se da adaptação para se focar num remake, mas as coisas nunca estão realmente separadas uma da outra. Desde as primeiras imagens que se sente aquela sensação de prazer destrutivo tão típica dos “shoot’em up”.

“Death Race” tem ainda a vantagem de não ser aborrecido durante os seus 105 minutos. O argumento é muito simples mas o filme beneficia de uma bela “embalagem”. É violento, rápido com um toque gore.

Os carros têm todos um “look” apocalíptico e as cenas de corrida são bem coreografadas e por vezes empolgantes, com muitas referências ao mundo dos videojogos.

Do elenco, destaca-se Jason Statham que já sabe o que tem de fazer (normal, já o fez em todos os seus filmes anteriores) e Joan Allen que continua a gostar de ser a vilã de serviço. De resto, o filme contém todos os ingredientes clássicos dos filmes de prisioneiros: refeitórios perigosos, prisioneiros violentos, feios e repletos de tatuagens e até a clássica referência à homossexualidade de certos internados.

Tecnicamente, o filme mantém uma qualidade satisfatória durante toda a metragem, com efeitos especiais discretos e uma montagem suficientemente mexida sem massacrar. É óbvio que não é material para os Óscares e que tem no final elementos mais do que previsíveis mas, no geral, é entretenimento suficiente para não dar por perdido o dinheiro do bilhete.

Conclusão: Death Race é sem dúvida o melhor filme de Paul W.S Anderson até à data. Rápido, básico e divertivo, o filme será suficientemente apelativo para fãs de filmes de acção.

5/10

André Reis

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