“Adventureland” (2009)

(Fotos: Divulgação)

País: EUA
Ano: 2009

James Brennan (Jesse Eisenberg, de “Cursed”) sonha ir passar o Verão a passear pela Europa e ingressar na prestigiada universidade de Colombia. Mas para seu choque, os seus pais avisam-no que nada disso será possível, pois o pai mudara de departamento e deixara de ter dinheiro para financiar a investida.

Com muita formação mas sem experiência de trabalho, o único trabalho de Verão que James consegue encontrar é no decadente parque de diversões “Adventureland”, perto da sua casa em Pittsburg (uma zona onde, segundo as personagens, é péssimo passar o Verão).
Aguentando a vergonha de ser reconhecido pelos amigos e os abusos dos clientes poucos civilizados e algo loucos de “Adventureland”, James vai conhecer novos amigos e a mulher que vai mudar a sua vida, Em (Kristen Stewart de “Twilight”, numa boa performance).

“Adventureland” pertence ao género de filmes “coming-of-age”, um género em ascensão que retratam as crises pessoais da transição de adolescente para adulto, como vimos recentemente em “Garden State”, “I Love You Man” ou “Cashback”, e destaca-se com distinção pelo perfeito equilíbrio entre a comédia e o drama, com um elenco cheio de surpresas e uma realização sensível e eficaz de Greg Motolla (“Superbad”).

O que dá força ao filme é, certamente, ser semi-biográfico para Motolla, que tem o cuidado de construir excelentes personagens secundárias (Martin Starr, visto na série “Freaks and Geeks”, está absolutamente brilhante) e uma boa química entre o duo romântico protagonista.

Motolla vem da escola Jude Apatow (realizador de “40 Year Old Virgin” e produtor de inúmeras comédias dos últimos 4 anos) e isso nota-se. Mas ao contrário do seu mentor, a sua mão cai mais para a construção de personagens e menos para o humor disparatado.

Passado nos anos 80, “Adventureland” vem cheio de referências de época, com destaque especial para o “trauma” provocado pela música “Rock Amadeus”, e é uma excelente surpresa no registo “indie” americano, com personagens cativantes e uma história equilibrada.

Pena é só a sub-história envolvendo a personagem de Ryan Reynolds e a de Kristen Stewart, que poderia estar bem mais interessante. 8/10

José Pedro Lopes

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