A estratégia de colocar Rihanna em «Battleship – Batalha Naval» (com galeria de imagens)

(Fotos: Divulgação)

Quando se prepara um blockbuster sem uma marca por trás já forte, como por exemplo, «Transformers», uma das coisas que se tem de trabalhar bem é o apelo que certos atores e atrizes poderão ter em relação ao seu publico alvo.
 
Veja-se o exemplo de «Battleship – Batalha Naval», filme baseado no famoso jogo da batalha naval. Foi risível quando a Universal Pictures se associou a adaptar jogos de tabuleiro da Hasbro sem que existisse realmente uma história. Curiosamente, «Battleship» foi das únicas produções desse acordo que resistiu («Cluedo», «Ouija» foram abandonados, entre outros). Entretanto, a história desta fita foi revelada e vamos ter tropas americanas em confronto com extraterrestres – que mais parecem ser também fortemente maquinizados como a saga «Transformers». No fundo é o pegar de novo nos princípios de «Invasão Mundial: Batalha de Los Angeles», mas com navios e diversas outras embarcações em grande foco (como uma espécie de curar  feridas de uma das maiores derrotas americanas no que toca a batalhas: a de Pearl Harbour).
 
Este género de obras tem um forte apelo, pelos efeitos e espetacularidade das sequências de acção, junto dos adolescentes e jovens adultos, especialmente do sexo masculino. Tentando corrigir uma falha de, por exemplo, «Invasão Mundial: Batalha de Los Angeles», o filme apostou em força numa «atriz» e está a promover a sua imagem para chamar audiência. Falamos de Rihanna. Aqui não interessa se ela não tem curriculum, mas sim apelo para chamar as mulheres (que gostam de ver uma mulher de força nestas obras), mas também escolher um símbolo sensualidade que continue a puxar os homens. Rihanna é isso mesmo, especialmente nos países anglo-saxónicos, e não é à toa que num inquérito realizado há pouco tempo os homens escolheram-na, ao lado de Katy Perry, como a preferida, caso fossem enganar a sua parceira. Na sensualidade, Brooklyn Decker (ex-modelo) também está lá para ajudar a puxar jovens e fornecer algum tom mais romântico para as adolescentes .
 
Esta jogada no casting, associada à escolha de atores fortes no cinema de ação mais «pensado» e cerebral, como Liam Neeson e outros “meninos bonitos” como Alexander Skarsgard (True Blood), Asano Tadanobu (para atrair publico oriental) e Taylor Kitsch (podendo este explodir/ou colapsar com «John Carter» já em março), dão uma vantagem estratégica a um filme cujo principio era quase nulo. Qual a piada em ver apenas navios a combaterem se não existirem atores que cativem o público-alvo e um vilão que puxe por nós? «Battleship» custou 200 milhões, fora a publicidade, e não se pode contentar apenas com os adolescentes e jovens adultos masculinos. Tem de ir mais além e tornar-se mais um franchise.
 
Em maio veremos…
 
Aqui ficam algumas imagens promocionais de Rihanna que a Universal tenta a todo o custo «vender»
 
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Jorge Pereira 
 
 

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