Yorgos Lanthimos expõe o caos criativo em “Jitter Period”

(Fotos: Divulgação)

A exposição Jitter Period, integrada no Fotofestiwal, em Łódź, Polónia, no início do ano, e brevemente presente no Festival Internacional de Fotografia e Arte, PhEST, que decorre em Monopoli, Puglia (Itália), oferece um olhar raro sobre o universo visual do realizador grego, conhecido por filmes como Dogtooth (Canino, 2009), The Lobster (A Lagosta, 2015), The Favourite (A Favorita, 2018) e Poor Things (Pobres Criaturas, 2023).

A mostra reúne fotografias dos seus dois livros de estreia: Dear God, the Parthenon is still broken (2023), criado durante as filmagens de Poor Things em Budapeste, e i shall sing these songs beautifully (2024), resultado das sessões de Kinds of Kindness, o seu mais recente longa-metragem.

O título Jitter Period é uma alusão aos momentos de interrupção de um fluxo contínuo (uma variação estatística do atraso na entrega de dados numa rede), o que no caso de Lanthimos está metaforicamente ligado às rodagens. É nos intervalos entre as filmagens que Lanthimos capta o que chama de verdadeiros instantes de transição, ensaio, construção e desordem cuidadosamente orquestrada. Os bastidores do cinema — figurinos, cenários em construção, atores em pausa — tornam-se o foco central, revelando a maquinaria por trás das suas ficções.

A fotografia permite-me captar o que o filme não pode”, diz Lanthimos. “São momentos que existem entre os takes, entre as ordens, entre as luzes. São os instantes em que a realidade se desfaz e a imaginação toma conta.

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