Foi hoje divulgada a programação completa do Doclisboa’22, certame que comemora os seus 20 anos em 2022 e que decorre entre 6 e 16 de outubro, nas salas habituais do festival: Culturgest, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, Cinema Ideal e Museu do Aljube.
281 filmes, das quais 47 estreias mundiais, fazem parte da programação, com a Competição Internacional a viajar por 13 territórios distintos.Uma selecção que apresenta as mais recentes obras de Alejandro Vázquez San Miguel, Amber Bemak, Camille Degeye, Claudia Müller, Dominique Loreau, Gastón Sahajdacny, Jacques Kébadian, Léo Liotard, Nikita Lavretski, Rania Stephan, Shichiri Kei e Vadim Kostrov.
Quanto ao cinema nacional, dos 44 filmes portugueses presentes na edição deste ano, 12 estão na Competição Portuguesa, dos quais 8 são estreias mundiais. Ana Vîjdea, César Pedro, Irene M. Borrego, Leonardo Mouramateus, João Rosas, Maria Simões e Tiago Melo Bento, Maxime Martinot, Miguel de Jesus, Mónica de Miranda, Raul Domingues, Rosa Coutinho Cabral e Welket Bungué são os realizadores presentes nesta secção.
Na secção que funciona como o coração do Doclisboa, a Heartbeats, destaque para “Godard Cinema“, de Cyril Leuthy, e “Lynch/Oz” de Alexandre O. Philippe. O cineasta e ator francês Mathieu Amalric estará em Lisboa para apresentar a sua trilogia sobre o músico de jazz (e amigo) John Zorn, enquanto Edgar Pêra antecipa a série Cinekomix!!!, que explora a relação entre o cinema e a banda desenhada.
Na secção Da Terra à Lua, o Doclisboa apresenta a cópia restaurada de “Earth“, de Olexander Dovzhenko, em conjunto com um filme produzido já no contexto actual da Ucrânia. O ucraniano Sergei Loznitsa, por sua vez, marca presença com o retrato do antigo presidente lituano Vytautas Landsbergis, em “Mr Landsbergis“, enquanto Frederick Wiseman mergulha na intimidade da relação conturbada de Lev e Sofia Tolstói, em “Un Couple“; e Sébastien Lifshitz presta uma comovente homenagem à comunidade queer que, nos anos 60, encontrava refúgio na Casa Susanna.
A secção Riscos conta com Éric Baudelaire e Ana Carolina como os realizadores convidados desta edição. O cinema de Želimir Žilnik, alvo de uma retrospectiva em 2017, regressa ao festival com a exibição de 4 curtas outrora consideradas perdidas.
Nos programas temáticos, podem ainda encontrar-se os mais recentes filmes de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (Onde fica Esta Rua? ou Sem Antes nem Depois), de James Benning (The United States of America), de Ruth Beckermann (MUTZENBACHER), de Mike Hoolboom (Waves), Elisabeth Perceval e Nicolas Klotz (Song of the Buried City), entre outros.
Em paralelo ao certame, de 11 a 16 de outubro, decorre o Nebulae, o espaço de networking do Doclisboa, e – numa parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian – realiza-se a primeira edição do Jumpgate – Inspiring European Producers, cimeira anual dirigida a produtores europeus de áreas diversas e níveis de experiência diferentes no âmbito da produção de cinema de não ficção.
O Nebulae acolhe ainda a França como País Convidado e mais uma edição do Arché, que esta temporada debruça-se sobre a Retrospectiva A Questão Colonial e sobre o trabalho com o debate Mulheres no Cinema, Mulheres no Trabalho.

