Como já manda a tradição em qualquer filme comercial, Brightburn – Filho das Trevas conta com uma sequência nos créditos finais que parece estabelecer todo um universo cinematográfico.

SPOILERS
No final, Brightburn (o tal miúdo vindo num cometa que, ao contrário de Clark Kent, quer conquistar e destruir o mundo) provoca a queda de um avião sobre a sua casa de família, para apagar todas as pistas dos seus crimes. Curioso se pensarmos o quão forte ele é, não precisaria propriamente de ter medo da polícia.
Durante os créditos vemos um Youtuber, chamado “The Big T” (interpretado por Michael Rooker, um habitual dos filmes de James Gunn, produtor de Brightburn e realizador da série Guardiões da Galáxia) a mostrar uma série de vídeos captados com telemóvel e câmaras amadoras de Brightburn. Nele vemos como Brightburn passou a causar calamidades, destruir prédios e ascendeu no grau de destruição dos seus crimes.
No entanto, Big T compara-o com outros vilões, e é aqui que a coisa fica curiosa.
O primeiro é “um homem-peixe” (uma versão negra de Aquaman?) e outra é uma “mulher sobre-humana que estrangula homens com um chicote” (será Wonder Woman e o Laço da Verdade?). Outro herói mencionado na sua apresentação é nada mais nada menos que Crimson Bolt, o “herói-looser” do filme Super de James Gunn, interpretado por Rainn Wilson em 2009.

A referência a Super é ainda mais curiosa considerando que o restaurante onde decorre uma das cenas de terror mais interessantes do filme, chama-se Darbo’s Family Grill – sendo que Frank D’Arbo era o herói de Super e um dos seus objetivos no filme era abrir um restaurante.
Alguns apontamentos curiosos, num filme que deixa muito a desejar. Um pouco como o cinema de super-heróis atual, Brightburn é um filme contido e pouco ambicioso – o que é frustrante considerando todo o potencial que tinha.

