Filmes de Rita Azevedo Nunes, Leonor Noivo e João Miller Guerra no Fid Marseille

(Fotos: Divulgação)

Os mais recentes filmes de Rita Azevedo Nunes (Fuck The Polis), Leonor Noivo (Bulakna) e os brasileiros Lucas (As Muitas Mortes de Antônio Parreiras) e Guto Parente (Morte e Vida Madalena) vão estar na competição internacional do Fid Marseille, certame que decorre de 8 a 13 de julho em Marselha, sul de França. 

No site do festival, o novo filme da realizadora de “A Portuguesa” e “O Trio em Mi Bemol segue Irma, que viajou para a Grécia há 20 anos e agora refaz esse percurso, acompanhada por três jovens. “De ilha em ilha, entre o céu e o mar, os viajantes lêem, ouvem e vivem, movidos por um anseio de beleza e clareza”, lê-se na sinopse.  

Bulakna

Já “Bulakna”, a primeira longa-metragem de Leonor Noivo, conhecida por curtas como “Raposa” e “Madrugada”, é descrita como “uma observação das relações económicas pós-coloniais através das trajetórias cruzadas de duas mulheres filipinas: uma preparando-se para deixar a sua ilha natal para trabalhar como empregada doméstica na Europa, a outra para regressar definitivamente”.

Quanto aos cineastas brasileiros, Luca Parente leva-nos numa viagem ao pintor paisagista brasileiro Antônio Parreiras, que “entra no mundo dos mortos. Deambulando pela escuridão, florestas e cidades, reencontra velhos amigos, questiona a sua arte e reflete sobre a história e o futuro de um país devastado”.

Morte e Vida Madalena

Já Guto Parente apresenta uma comédia queer “alegre e generosa“. Nela seguimos Madalena, grávida de 8 meses. Ela é produtora de um filme de ficção científica escrito pelo pai, recentemente falecido. À medida que as filmagens se transformam em caos, ela tem de salvar o filme antes que o bebé nasça.

Ao todo são 12 os filmes na competição internacional do Fid Marseille, destacando-se a presença ainda de cineastas como Nicolás Pereda.

Complô”

Ainda no certame, Portugal marca ainda presença na secção “Autres Joyaux” (Outras joias), não competitiva, com “Complô”, de João Miller Guerra. Em estreia mundial, o filme “traça o retrato íntimo de Bruno, conhecido como “Ghoya” — órfão de um país onde nasceu, órfão do Estado. Encarcerado metade da sua vida, sempre livre. “Ghoya” é rapper crioulo e activista político. Este filme, um espaço de encontro num momento de luta e da vida“.

O certame vai ainda contar com a exibição de “Juventude em Marcha” e uma conversa com o realizador Pedro Costa.
Recorde-se que um dos grandes destaques desta edição do festival é a retrospetiva completa ao cinema de Radu Jude, desde a sua primeira longa-metragem, “A Rapariga Mais Feliz do Mundo” (2009), até a “Kontinental ’25” (2025). Para além das suas longas-metragens de ficção, Radu Jude é autor de uma série de ensaios documentais que constituem uma parte essencial da sua obra. Feitos a partir de arquivos fotográficos e fílmicos, editados com uma variedade de materiais, estes filmes pouco conhecidos estarão no centro da retrospetiva. Será também uma oportunidade para descobrir uma colecção de curtas-metragens, cuja diversidade formal constitui um fascinante laboratório para o seu cinema.

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