A cineasta argentina Lucrecia Martel, cujo último filme foi “Zama“, está a desenvolver um filme em torno de Javier Chocobar, um ativista indígena assassinado por Darío Amín, a 12 de outubro de 2009. O assassinato do ativista foi registado em vídeo e o processo em tribunal teve inúmeros atrasos.
O crime resultou num processo criminal que investigou a responsabilidade do empresário Amín como autor do crime de homicídio qualificado e dos ex-policias Luis Humberto Gómez e Eduardo José del Milagro Valdivieso Sassi como co-responsáveis.
Martel descreve este seu primeiro filme de não ficção como um “documentário híbrido e criativo” sobre o qual investiga há mais de uma década.
Com o nome “Chocobar”, o filme está seleccionado para secção especial The Films After Tomorrow do Festival de Cinema de Locarno 2020, criada para a edição deste ano para apoiar projetos internacionais de longa-metragem que foram interrompidos por causa da pandemia global.

