Costa-Gavras nega a sua morte após rumores se espalharem no Twitter

(Fotos: Divulgação)

Nesta quinta-feira, 30 de agosto, no espaço de uma hora, o cineasta francês nascido na Grécia Costa-Gavras “morreu”.

Na verdade, o cineasta foi apenas mais uma das “vítimas” de fake news que se espalharam nas redes sociais depois de publicação numa conta (falsa) atribuída à ministra da cultura grega, Myrsini Zorba. Aos poucos, a notícia espalhou-se e chegou ao New York Times, Washington Post e à agência de notícias Associated Press. Até a Cinemateca Francesa foi levada por arrasto, sendo obrigada depois a desmentir a morte do seu atual presidente.

Esta notícia falsa foi alegadamente lançada por um verdadeiro profissional no campo, o italiano Tommasso Debenedetti, que já tinha “morto” JK Rowling, François Fillon ou Bashar Assad. Debenedetti, diz quererdemonstrar a fragilidade das redes sociais, onde qualquer um pode ser qualquer um. É um enorme perigo que eu quero denunciar”, disse-o à AFP em 2013.

Entretanto, o cineasta de 85 anos surgiu no canal público grego Ert para negar a sua morte e denunciar “uma piada de mau gosto“. Já hoje de manhã, ao microfone de Jean-Jacques Bourdin na Radio Monte Carlo, Costa-Gavras culpou a “corrida à informação trágica“, acrescentando que “a informação tornou-se um tipo de produto que deve ser vendido rapidamente, antes dos outros“: “No momento, isso me fez rir. Aconteceu muito rapidamente. Foi muito engraçado. Mas é doloroso para a família e amigos. O meu filho, que estava a conduzir, quase teve uma crise“.

Gravas falou ainda da sua próxima longa-metragem: a adaptação de um livro de Yanis Varoufákis para evocar a Europa, que ele considera ter algumas decisões antidemocráticas.

 

Últimas