Cinco mulheres acusam James Franco de comportamento sexual inapropriado e abuso de poder

(Fotos: Divulgação)

Num novo artigo do Los Angeles Times (LAT), James Franco foi acusado de comportamento sexualmente inapropriado e abuso de poder por parte de cinco mulheres.  Estas acusações surgem após outras terem surgido no Twitter, as quais Franco descreveu como imprecisas.

Já numa aparição no Late Night with Seth Meyers, o ator e realizador disse que uma coisa que realmente tinha aprendido esta semana foi que “há histórias que precisam ser contadas. Há pessoas que precisam ser ouvidas. Eu tenho a minha versão das histórias, mas acredito que essas pessoas que foram [até agora] pouco representadas” devem explanar o que vai dentro delas, mesmo que ele “tenha de levar pancada” com isso.

Na peça jornalistica do LAT, a maioria das acusadoras descreve encontros ​​com Franco para a participação em filmes, tendo o ator pressionado as mulheres a fazerem nus, ficando frustrado ou furioso quando estas recusavam.

Um dos casos envolve Sarah Tither-Kaplan, que  fala de abuso de poder de Franco. A atriz desempenha o papel de uma prostituta no ainda inédito The Long Home e concordou com algumas cenas de nudez, pois considerou o papel uma grande oportunidade para sua carreira. Porém, durante as filmagens, foi-lhe pedido para filmar uma cena extra que incluía uma orgia com Franco. A atriz surgiu completamente nua na cena, enquanto outras mulheres participavam na orgia simulada, onde a personagem de Franco fazia sexo oral às mulheres. Tither-Kaplan disse que, em cada um dos casos, Franco removeu a proteção de plástico transparente que cobria as vaginas e continuou a simular o ato sexual sem proteção. Noutra situação, que não estava no guião, Tither-Kaplan e outras mulheres foram convidadas a aparecer em topless e dançar com Franco. Uma atriz recusou e foi convidada a sair das filmagens. “Ficou bem claro na minha mente que não podemos dizer ‘não’ a este homem“, disse a atriz ao Los Angeles Times.

Há ainda quatro queixas de ex-alunas de Franco no Playhouse West, em North Hollywood. Duas acusadoras, Hilary Dusome e Natalie Chmiel, dizem que Franco colocava as suas “estudantes em situações desconfortáveis ​​além dos parâmetros normais das aulas de atuação“. Acho que ele não começou a ensinar com más intenções, mas foi por um mau caminho ruim e maguou muitas pessoas no processo“, disse Dusome. Outra ex-aluna, Katie Ryan afirma que o ator sempre dava a entender que havia papéis nos seus filmes artísticos “se nós fizéssemos atos sexuais ou tirássemos a roupa“. 

Já Violet Paley disse ao Times que conheceu Franco no início de 2016, por razões profissionais, tendo um relacionamento consensual romântico com o ator. Porém, Paley alega que Franco a pressionou a fazer sexo oral – ato que ela nunca havia feito com ele até aí- quando estava sentada no seu carro. “Estávamos a conversar e, de repente, o seu pénis estava de fora“, acrescentando que acedeu a fazer sexo oral ao ator para que ele não a “odiasse“.

Depois do caso Weinstein no outono passado, Paley enviou um email a Franco, expressando a sua raiva e tristeza com a situação. Franco não respondeu, embora mais tarde falassem por telefone, onde ele tentou redimir-se, embora afirmasse que não tinha feito “nada de ilegal“. 

O advogado de Franco, Michael Plonsker, nega todas as alegações das mulheres e remeteu ao LAT as palavras de Franco no The Late Show com Stephen Colbert:  na minha vida, orgulho-me de assumir a responsabilidade pelas coisas que fiz, e tenho que fazer isso para manter o meu bem estar. Faço sempre isso quando sei que há algo errado que precisa ser alterado. Faço questão de fazê-lo. As coisas que eu ouvi que estavam no Twitter são imprecisas (…) Mas não quero calar essas pessoas de forma alguma.

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