Greta Gerwig (ainda) não sabe se está arrependida de ter trabalhado com Woody Allen

(Fotos: Divulgação)

Depois de ter sido ignorada na categoria de melhor realização, mas de ter conquistado o prémio de melhor filme (comédia) nos Globos de Ouro por Lady Bird, Greta Gerwig falou à imprensa nos bastidores do evento, sendo questionada se lamentava a sua decisão de ter participado no filme de Woody Allen To Rome with Love (Para Roma com Amor), de 2012.

Na origem da questão está a acusação de Dylan Farrow, a filha adotiva de Allen com Mia Farrow, que afirmou que foi abusada sexualmente pelo realizador quando tinha sete anos de idade, uma acusação que Allen nega. Esta acusação levou a que atrizes como Ellen Page mostrassem publicamente o seu arrependimento em trabalhar com o cineasta, atualmente com 82 anos. Ainda recentemente, David Krumholtz, que apareceu no último filme de Allen, Wonder Wheel (Roda Gigante), veio também a público dizer que a decisão de participar no filme foi “um dos erros mais dolorosos” da sua vida.

Gerwig respondeu que o facto de ter trabalhado com Allen é algo sobre o qual já pensou profundamente e que lhe importa imensamente, mas que ainda não teve “a oportunidade de ter uma discussão interna aprofundada consigo mesma” para tomar a decisão e tomar partido de um dos lados. “Mas é algo que eu definitivamente levo a sério”, concluiu.

Dylan Farrow foi a autora de um artigo em dezembro em que perguntava “Porque razão a revolução #MeToo poupou Woody Allen?” Na peça, ela especificamente criticou Kate Winslet, Blake Lively e Gerwig por continuarem a trabalhar com o cineasta, observando que Gerwig chamou Allen de “ídolo”. Essas três atrizes, e outras habituadas a trabalhar com Allen, como Cate Blanchett, Scarlett Johansson e Emma Stone, fizeram parte dos signatários de uma carta aberta anunciando o movimento Time’s Up, iniciativa que procura ajudar as vítimas de assédio e abuso sexual nos locais de trabalho. 

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