O filme «Infância Clandestina» [ler crítica], de Benjamín Ávila, pulverizou completamente a concorrência nos Prémios Sur 2012, atribuídos pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina.
Com um total de 10 prémios em 16 nomeações, «Infância Clandestina» foi claramente o grande vencedor da noite, tendo mesmo conquistado todas as categorias principais: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Original, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Atriz Secundária, Melhor Ator Secundário.
Vale a pena lembrar que «Infancia Clandestina» é um drama que estreou na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes e que abriu a secção Horizontes Latinos do Festival de San Sebastián. Na obra, com contornos autobiográficos, voltamos a pegar nos tempos que se seguiram à morte do Presidente Perón em 1974 e ao assumir do comando da nação por parte de uma junta militar (1976-1983). O foco da ação é Juan (Teo Gutiérrez Romero), um miúdo que viveu grande parte da sua vida no exílio com os pais em Cuba. Agora chegou a hora de voltar à Argentina e quer os país, quer o rapaz, assumem uma nova identidade (Ernesto, no caso da criança) e vão viver para casa de um tio, Berto (Ernesto Alterio), que usa um negócio de caixas de chocolate como fachada para a luta politica nas sombras.
Na tabela dos mais premiados, e apesar de ter sido consequentemente o grande derrotado da noite, destaque para «El último Elvis», de Armando Bo, um filme que acompanha um homem que trabalha como operário de dia e canta (e encanta) de noite temas de Elvis Presley. A relação com a sua família é escassa, especialmente com a filha. Porém, quando a mãe da menina sofre um acidente, cabe a «Elvis» fazer uma última escolha…
Aqui fica a lista de todos os nomeados e vencedores (a vermelho):
Melhor Filme: “El último Elvis”, “Elefante blanco”, “Infancia clandestina” e “Las acacias”.
Melhor Primeira Obra: “El último Elvis”, “Las acacias”, “Medianeras” e “Todos tenemos un plan”.
Melhor Documentário: “Novias, madrinas, 15 años” (Diego e Pablo Levy), “Papirosen” (Gastón Solnicki), “Parapolicial negro” (Javier Diment), “Tata Cedrón: el regreso de Juancito Caminador” (Fernando Pérez) e “Tierra sublevada 2: oro negro” (Pino Solanas).
Melhor Realizador: Benjamín Ávila (“Infancia clandestina”), Armando Bo (“El último Elvis”), Pablo Giorgelli (“Las acacias”) e Pablo Trapero (“Elefante blanco”).
Melhor Atriz: Julieta Díaz (“Dos más dos”), Dolores Fonzi (“El campo”), Natalia Oreiro (“Infancia clandestina”) e Carla Peterson (“Dos más dos”).
Melhor Ator: Ernesto Alterio (“Infancia clandestina”), Ricardo Darín (“Elefante blanco”), Germán De Silva (“Las acacias”) e Adrián Suar (“Dos más dos”).
Melhor Atriz Secundária: Cristina Banegas (“Infancia clandestina”), Sofía Gala (“Todos tenemos un plan”) e Griselda Siciliani (“El último Elvis”).
Melhor Ator Secundário: Alfredo Casero (“Dos más dos”), Daniel Fanego (“Todos tenemos un plan”), Juan Minujín (“Dos más dos”), Fernán Mirás (“Días de vinilo”) e César Troncoso (“Infancia clandestina”).
Atriz Revelação: María Canale (“Abrir puertas y ventanas”), Hebe Duarte (“Las acacias”), Violeta Palukas (“Infancia clandestina”) e Elena Roger (“Un amor”).
Ator Revelação: Jorge Drexler (“La suerte en tus manos”), Teo Gutiérrez Moreno (“Infancia clandestina”), John Mc Inerny (“El último Elvis”) e Germán De Silva (“Las acacias”).
Melhor Argumento Original: Benjamín Ávila e Marcelo Müller (“Infancia clandestina”), Alejandro Fadel, Martín Mauregui, Santiago Mitre e Pablo Trapero (“Elefante blanco”), Nicolás Giacobone e Armando Bo (“El último Elvis”), Salvador Roselli e Pablo Giorgelli (“Las acacias”) e Juan Vera y Daniel Cúparo (“Dos más dos”).
Melhor Argumento Adaptado: Alejandro Chomski (“Dormir al sol”, baseado numa história de Adolfo Bioy Casares), e Paula Hernández e Leonel D`agostino (“Un amor”, baseado numa história de Sergio Bizzio).
Melhor Fotografia: Lucio Bonelli (“Todos tenemos un plan”),Iván Gieransichuk (“Infancia clandestina”), Javier Juliá (“El último Elvis”) e Guillermo Nieto (“Elefante blanco”).
Melhor Montagem: María Astrauskas (“Las acacias”), Gustavo Giani (“Infancia clandestina”), Patricio Pena (“El último Elvis”), Nacho Ruiz Capillas, Andrés Pepe Estrada e Pablo Trapero (“Elefante blanco”).
Melhor Direção Artística: Mercedes Alfonsín (“Dos más dos”), Fernando Brum (“Elefante blanco”), Yamila Fontán (“Infancia clandestina”) e Daniel Gimelberg (“El último Elvis”).
Melhor Guarda Roupa: Pamela Chamorro (“Violeta se fue a los cielos”), Ludmila Fincic (“Infancia clandestina”), Luciana e Manuela Marti (“El último Elvis”) e Marisa Urruti (“Elefante blanco”).
Melhor Caracterização e Maquiagem: Marisa Amenta (“Todos tenemos un plan”), Alberto Moccia (“El último Elvis”), Carolina Oclander (“Elefante blanco”) e Beatushka Wojtowicz (“Infancia clandestina”).
Melhor Música original: Sebastián Escofet (“El último Elvis”), Michael Nyman (“Elefante blanco”), Pedro Onetto y Marta Roca (“Infancia clandestina”) e Iván Wyszogrod (“Dos más dos”).
Melhor Som: Federico Esquerro, Leandro De Loredo, Vicente D`Elía (“Elefante blanco”), Martín Litmanovich (“Las acacias”), Martín Porta (“El último Elvis”) e Fernando Soldevila (“Infancia clandestina”).
Melhor Filme Estrangeiro: “Para Roma Com Amor” (Woody Allen), “Hugo” (Martin Scorsese), “A Separação” (Asqhar Farhady) e “Os Descendentes” (Alexander Payne)

