A cinco dias do encerramento do SXSW (10-19 de março), os jurados do certame que decorre em Austin, no Texas (EUA), anunciaram os vencedores de mais uma edição.
Nesse sentido, “Raging Grace“, de Paris Zarcilla, ganhou a categoria de melhor filme de ficção. À superfície, a história tensa de uma empregada filipina ilegal e da sua filha faz lembrar o vencedor de Sundance em 2022, “Nanny”, embora este novo projeto “subverta as expectativas” nas palavras do júri. “Ao empregar habilmente tropos de género para explorar vastas questões sócio-políticas, Zarcilla criou um trabalho ressonante e urgente sobre trabalho, legado e diáspora”, explicou o júri composto por Helena Andrews-Dyer, Tomris Laffly e Richard Lawson. Este júri destacou ainda com prémios a atuação da estrela de “Parachute”, Courtney Eaton, e a direção de fotografia de Eric Branco em “Story Ave”.
Já os jurados da secção documental – Mae Abdulbaki, Joel Anderson e Allegra Frank – descreveram o vencedor “Angel Applicant” como “uma revelação“, elogiando a exploração que o realizador Ken August Meyer fez do artista Paul Klee, com quem ele compartilha a condição de esclerodermia. “O resultado é um empreendimento de um ano que é impressionante, poderoso e inesquecível”, disse o júri. O prémio especial do júri de não-ficção foi para “Another Body“, que usa as técnicas do deep-fake para ilustrar como a inovação comprometeu a vida de um estudante universitário.

