O clássico O Feiticeiro de Oz (O Feiticeiro de Oz, 1939) regressa aos ecrãs numa experiência imersiva no Sphere, um espaço de entretenimento em Las Vegas, EUA.
Com uma parede curva com painéis LED de 14 800 m2 — equivalente a três campos de futebol e 22 andares de altura —, a projeção transporta o público para o mundo de Dorothy.
Como exemplo, durante a cena do tornado, ventoinhas de 560 quilowatts (kW) criam rajadas de vento e fazem voar detritos, intensificando a sensação de estar no centro do vendaval. A banda sonora foi regravada no estúdio original, com a voz de Judy Garland preservada, mas agora é distribuída por 167 mil altifalantes Em cena, o Feiticeiro surge como uma cabeça mais imponente que na versão original, enquanto macacos voadores, representados por bonecos de 5 metros guiados por drones, acrescentam efeitos 4D.

Desenvolvido ao longo de dois anos, o projeto envolveu mais de 2.000 pessoas, numa parceria da Warner Bros Discovery, Google DeepMind,. Artistas ligados aos efeitos visuais e académicos estiveram envolvido com o objetivo de não apenas remasterizar o filme, mas reimaginá-lo num novo suporte. Para isso, utilizaram inteligência artificial para aumentar a resolução das imagens originais em dez vezes, restaurar detalhes — como as sardas de Dorothy ou a textura do linho do Espantalho — e “completar” enquadramentos com base em cortes da câmara, numa técnica apelidada de outpainting.
Cada bilhete de acesso ao espetáculo pode ser adquirido a partir dos 104 dólares.
“Queremos que o público sinta o que Dorothy sentiu.”, afirmou o vencedor do Óscar Ben Grossmann, envolvido nos efeitos visuais do projeto, que preservou integralmente as atuações originais.

