Serralves celebra os 80 anos de “Aniki-Bóbó”

(Fotos: Divulgação)

Oitenta anos depois da estreia da primeira longa-metragem de Manoel de Oliveira, “Aniki-Bóbó“, a Casa do Cinema Manoel de Oliveira organiza uma exposição documental, a partir do acervo do realizador, no foyer do seu auditório. Essa exposição, onde se darão a ver documentos de trabalho e de divulgação relacionados com o filme, poderá ser vista já a partir do dia 2 de novembro e até 18 de dezembro, data de aniversário do cineasta falecido em 2015. No dia de encerramento, será apresentada uma sessão especial do filme.

Estreado a 18 de dezembro de 1942, no Cinema Éden, em Lisboa, “Aniki-Bóbó” não teve a receção que se esperava do público (poucos espectadores) e da crítica (que o considerou subversivo), o que levou Oliveira a estar catorze anos sem filmar. “Depois do “Aniki-Bobó” estive muito tempo parado, cerca de catorze anos, mas o cinema nunca esteve parado na minha cabeça.”, disse o realizador ao Expresso em 2014. “O meu cinema é de certo modo histórico porque o “Aniki-Bobó” representa um pouco a minha infância, e depois os filmes foram tomando um carácter mais histórico. A maior parte dos filmes era uma conversa histórica, evocavam factos históricos. E também me comecei a interessar pelo lado histórico do cinema. “

Paralelamente à exposição, vai decorrer um ciclo de conversas em torno do legado histórico e estético de Aniki-Bóbó, com a participação de historiadores, escritores e cinéfilos de diferentes áreas, como Tolentino de Mendonça, Irene Flunser Pimentel, Maria João Madeira e Valter Hugo Mãe, além de um ciclo de cinema que pretende estabelecer relações entre esse filme seminal as obras posteriores do cineasta.

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