Sunshine State, uma instalação de Steve McQueen, vai estar em exposição no Kunsthal durante a 51ª edição do Festival de Roterdão (IFFR), o qual vai decorrer de 26 de janeiro a 6 de fevereiro de 2022.
Para a primeira nova instalação desde Year 3 na Tate Britain em 2020, e após uma retrospectiva na Tate Modern em 2020, o cineasta e artista visual irá infundir o amplo espaço central do distinto Kunsthal de Roterdão com som e imagem.
“McQueen é um artista visual e cineasta célebre conhecido pela sua visão poderosa e intransigente e temos o orgulho de oferecer a um amplo público a oportunidade de experimentar este trabalho recém-encomendado no marco cultural Kunsthal de Roterdão.”, disse a diretora do festival, Vanja Kaludjercic.
Ligadas ao festival, duas outras apresentações acontecerão nos principais locais de arte da cidade. O artista multidisciplinar angolano Kiluanji Kia Henda apresenta Resetting Birds ’Memories, uma performance musical que conta a história da Praça Kinaxixi no centro de Luanda – um símbolo do passado violento de Angola. Os taiwaneses Su Hui-Yu e Cheng Hsien-Yu apresentam Revenge Scenes, instalação desenvolvida a partir do curta-metragem de Su, The Women’s Revenge, que teve a sua estreia internacional no IFFR 2021. A performance ao vivo apresenta realidade aumentada para criar um novo mundo digital inspirado nos filmes de culto taiwaneses, nos quais as mulheres oprimidas vingam-se dos homens.

Revenge Scenes 
Resetting Birds’ Memories
Para complementar este programa das artes, o IFFR programou uma secção (Scopitone) ligada ao documentário musical, na qual será exibida em estreia mundial “The Sparkling Sound of the 80s“, do cineasta ítalo-alemão Alessandro Melazzini, e um filme que mostra as bem-sucedidas compositoras queer num género dominado pelos homens, “Invisible: Gay Women in Southern Music” de T.J. Parsell.
Noutras secções, destaque para a inclusão na Cinema Regained, secção que inclui clássicos restaurados, documentários sobre o cinema e a sua herança, da estreia mundial de “Urf” do indiano Geetika Narang Abbasi, um olhar curioso sobre os sósias das estrelas do cinema indiano e a ideia do simulacro. O cineasta francês Loubna Régragui apresenta igualmente em estreia mundial “The Nine Lakh Stars“, uma jornada na ética da preservação de filmes e na realização da obra-prima de 1973 de Mani Kaul “Duvidha“.
Todos os filmes incluídos nesta secção:
Every Week Seven Days, Eduard Grečner, 1964 (URSS)
Ida Lupino: Gentlemen & Miss Lupino, Julia Kuperberg/Clara Kuperberg, 2021 (França)
Inferno rosso: Joe D’Amato sulla via dell’eccesso, Manilo Gomarasca/Massimiliano Zanin, 2021 (Itália)
Korean Ghost Story – Ieodo, Choi Sangsik, 1979 (Coreia do Sul)
The Lady from Constantinople, Judit Elek, 1969 (Hungria)
Modern Korea: The Age of Beasts, Jeong Jaeeun, 2021 (Coreia do Sul)
The Nine Lakh Stars, Loubna Régragui, 2022 (Índia e França)
Urf, Geetika Narang Abbasi, 2022 (Índia)
Viaggio nel crepuscolo, Augusto Contento, 2021 (Itália e França)

