Pede-se nas redes sociais o boicote ao filme, previsto estrear em março de 2020.

Uma publicação da atriz chinesa Crystal Liu Yifei na plataforma Weibo está a provocar polémica. A atriz de Mulan repassou – para os seus 66 milhões de seguidores – uma mensagem do governo chinês em apoio à repressão policial contra os protestos anti-governo em massa que têm ocorrido massivamente em Hong Kong nas últimas semanas.
A publicação tinha uma imagem do jornal oficial do Partido Comunista, a Voz do Povo, e dizia: “Eu apoio a polícia de Hong Kong; podem me bater agora” em chinês. Em inglês, a frase era: “Que vergonha para Hong Kong“. A hashtag da campanha – de apoio à polícia de Hong Kong – também acompanhava o texto, tal como um emoji de um coração e de um braço de força. A publicação teve mais de 78 mil ‘gostos’ e foi repartilhada cerca de 69 mil vezes.
Como reacção, e embora o Instagram, o Facebook e o Twitter estejam bloqueados pelo regime chinês, as plataformas foram inundadas pela hashtag #BoycottMulan. Os comentários de Liu tornaram-se assim um novo confronto entre facções pró-Pequim e pró-Hong Kong. A atriz não foi a única a, publicamente, apoiar o governo chinês nesta revolta em Hong Kong. Jackie Chan e Tony Leung Ka-fai são outros atores que vieram a terreno manifestar o seu apoio à China Continental.
Recorde-se que Mulan, adaptação em imagem real da animação da Disney lançada em 1998, tem a realização da neo-zelandesa Niki Caro (A Domadora de Baleias). Este épico acompanha Hua Mulan, a personagem mítica da cultura chinesa. Baseado num poema chinês, no filme seguimos uma mulher que se fez passar por um homem para se juntar ao exército.
Liu Yifei (O Reino Proibido) é Mulan, Donnie Yen (Rogue One) o mentor da princesa guerreira, Gong Li (Memórias de uma Gueixa) será a vilã, e Jet Li (Os Mercenários) o Imperador da China.

