Trinta anos depois de filmar a sua última longa-metragem, “El sol del membrillo“(O Sonho da Luz, o Sol do Marmeleiro), Victor Erice vai lançar no Festival de Cannes um novo filme, “Cerrar los ojos“, com a ajuda do Canal Sur. José Coronado e María León sap. os protagonistas.
No filme, cujo primeiro clipe foi lançado, um famoso ator espanhol, Julio Arenas, desaparece durante as filmagens. Embora o seu corpo nunca seja encontrado, a polícia conclui que foi vítima de um acidente à beira-mar. Muitos anos depois, o mistério em torno de seu desaparecimento é trazido à tona por um programa de TV que conta a sua vida, a sua morte e mostra imagens exclusivas das últimas cenas que ele rodou, filmadas pelo seu querido amigo, o diretor Miguel Garay.
Nascido em San Sebastian, em 1940, o primeiro projeto de Erice foi “En la terraza” (1961), mas seria com “El Espiritu de la colmena” (O Espírito da Colmeia, 1973), considerada uma das obras-primas do cinema espanhol, que o basco viria a se consagrar. Dez anos mais tarde realizou “Sul“, seguindo-se o documentário “O Sonho da Luz, o Sol do Marmeleiro” (1992). Apesar de não rodar uma longa-metragem desde então, Víctor Erice nunca parou. Além de várias curtas-metragens (Alumbramiento; La morte rouge; Sea-Mail), ele assinou o segmento “Vidros Partidos” do filme participativo “Centro Histórico“, e filmou a meias a sua correspondência com o cineasta iraniano Abbas Kiraostami (Víctor Erice: Abbas Kiarostami: Correspondencias).
A videoarte foi também um caminho seguido e é nesta disciplina que se encontra a sua mais recente criação, Piedra y Cielo, uma videoinstalação inaugurada em 2019 no Museu de Belas Artes de Bilbau e que se tornou o livro Piedra y cielo. Jorge Oteiza, una evocación – onde se explicam as origens e o desenvolvimento daquela obra em que quis ‘cinematizar’ o trabalho de Jorge Oteiza.






