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Quénia: Filme lésbico na corrida aos Oscars

O Supremo Tribunal do Quénia anunciou esta sexta-feira uma suspensão temporária da interdição de exibir no país Rafiki, um filme lésbico da cineasta Wanuri Kahiu que estreou no Festival de Cannes - na seção Un Certain Regard - e que segue o romance proibido entre duas adolescentes que precisam lutar com suas famílias e a sociedade conservadora.

Antes da sua estreia em Cannes, o Conselho de Classificação de Cinema do Quénia proibiu Rafiki de ser exibido, alegando que a obra "promovia o lesbianismo no Quénia ao contrário da lei". Em causa para a proibição inicial estaria uma antiga lei dos tempos coloniais em que as relações homossexuais são puníveis com até 14 anos de prisão. .

A decisão dos Supremo Tribunal coube à juiza Wilfrida Okwany, que segundo o BuzzFeed disse na sua decisão: "Não estou convencida de que o Quénia seja tão fraco como sociedade que a sua fundação moral seja abalada por ver tal filme.Okwany citou também artistas quenianos que tiveram que fugir do país e buscar asilo porque o seu trabalho foi contra as expetativas da sociedade.

Recorde-se que Wanuri Kahiu, diretora do filme, agiu legalmente contra o governo queniano de forma a poder concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Para ser elegível nessa categoria dos Oscars, um filme deve ter sido exibido no país que o enviou até dia 30 de setembro, o que pode agora acontecer durante estes sete dias.

 



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