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Novo filme de Woody Allen pode não chegar aos cinemas

O novo filme de Woody Allen, A Rainy Day in New York, poderá não chegar aos cinemas. Pelo menos é o que diz a Vulture, que fala de enormes pressões em torno da Amazon para que a empresa tome uma posição definitiva sobre o caso. Com os atores do filme -Timothée ChalametGriffin Newman, David Krumholtz e Rebecca Hall- a anunciarem o seu arrependimento em trabalhar com Allen, A Rainy Day in New York será aquilo que a publicação define como «um pesadelo» para as agências de comunicação e acessores de imprensa.

Recorde-se que serviço de Streaming já passou em outubro passado pelas manchetes dos jornais, isto após o chefe da Amazon Studios, Roy Price, ter sido acusado por Isa Dick Hackett, produtora da série The Man in the High Castle, de várias avanços sexuais indesejados. Price foi suspenso, mas recentemente o caso Woody Allen ganhou novo alento após a publicação de uma carta por parte de Dylan Farrow, filha adotiva do cineasta com Mia Farrow, a qual diz ter sido molestada aos 7 anos.


Jude Law e Elle Fanning em A Rainy Day

De acordo com várias fontes contatadas pela Vulture, a Amazon sente a pressão de não estrear A Rainy Day e dizer que não tolera o assédio sexual. "A Amazon definitivamente pode dar-se ao luxo de suportar o custo do filme", diz um influente executivo de marketing (que pediu anonimato). "Eles podem mostrar à comunidade que estão a ser agressivos [a lidar com o assunto]. E os produtores nunca os iam processar. Você ia parecer um idiota se os quisesse processar por danos."

Outras pessoas familiarizadas com o caso, acham que a solução será outra. A Amazon não estreia o filme nos cinemas e lança-o no seu serviço de streaming com pouca ou nenhuma publicidade. 

Porém, um membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que também prefere o anonimato, afirmou à publicação que Woody Allen dificilmente permitiria no seu contrato que o filme não chegasse ao grande ecrã, sendo assim forçosa uma renegociação contratual. Como receita para a situação, esse "insider" diz se fosse ele a lidar com o caso "deixava a poeira assentar", até porque a "América esquece tudo de qualquer maneira".


Woody Allen e Selena Gomez nas filmagens

Finalmente, um ex-executivo de um estúdio (que também prefere o anonimato) diz que este género de alegações já "assombram" a carreira do autor há décadas, mesmo que hoje em dia estejamos perante um movimento cultural como nunca foi visto: "A minha perspetiva é que os seus fãs são mais velhos e que aqueles que vêem os seus filmes estão ajustados a ele. Esta será uma analogia horrível, mas é como os eleitores do Alabama que escolheram o Roy Moore. Woody terá  sempre os seus fãs, não importa o que aconteça".



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