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Apichatpong Weerasethakul filma na Colômbia

Frustrado pela censura e pelo clima político na Tailândia, que permanece sob o domínio militar desde maio de 2014, o cineasta, vencedor da Palma de Ouro, Apichatpong Weerasethakul, vai estar durante dois meses na Colômbia a pesquisar para o seu próximo filme, que ele pretende filmar no país sul-americano.

O responsável por obras como Cemitério do Esplendor vai passar por Bogotá, Medellín, Cali e Chocó : "Eu queria saber sobre toda a violência que aconteceu por aqui, e a história da colonização - para, de certa forma, refletir sobre o meu país", disse o realizador ao THR, acrescentando que há muito tempo que ficou obcecado pela América Latina. "Quando eu era jovem, eu estava realmente apaixonado por histórias de aventura na Tailândia, que lidam com animais da selva e todos esse tipo de coisas", disse Apichatpong. "Mas quando você olha para as fontes, é tudo do Ocidente: europeus e americanos que vieram com a colonização e romantizaram a selva amazónica. E então, os tailandeses e os romancistas tailandeses, foram influenciados por isso; O cinema também, foi influenciado por esse romance da selva ".

Já sobre as condições que os cineastas tailandêses têm para trabalhar no seu país nos dias de hoje, Apichatpong disse que o sistema de censura do país sempre foi duro antes do golpe, mas que pelo menos na altura o governo tinha uma postura bastante clara sobre as questões consideradas sensíveis e proíbidas: "Nós não podíamos tocar na religião, na monarquia e na autoridade militar". Desde o golpe militar essas linhas tornaram-se mais abstratas e desfocadas, tornando a criação mais complicada, pois o governo atual vê as manifestações artísticas como propaganda: "Por exemplo, dois artistas de teatro estiveram na prisão durante dois anos porque fizeram algo que o governo considerou um insulto à monarquia - é toda sobre a interpretação [da arte]. É realmente como o 1984. "



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