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«Anna and The Apocalipse» por Jorge Pereira

Meio século depois de Romero ter oferecido A Noite dos Mortos Vivos (1968), os zombies estão massificados na cultura pop e no espetro comercial, surgindo em quase todas as formas de arte, com a literatura, o cinema e a TV a oferecerem os mais diversos conteúdos, sejam estes de pequeno ou grande orçamento, mais sérios ou a brincar. E tal como o cinema com os tubarões como protagonistas, já os vimos fazer quase tudo, por isso não é de todo surpreendente que surja agora nas salas uma proposta de musical adolescente com zombies pelo meio.

Anna and The Apocalipse é isso mesmo, uma comédia de liceu de grande foco musical que acompanha como uma jovem e os seus colegas, familiares e amigos terão de lidar com uma praga de mortos-vivos que lhe vai desafiar a existência. É como se Shaun of The Dead e Glee tivessem um filho na época de natal, com o primeiro a contribuir com muito do seu DNA de comédia de horror com elementos de filme de cerco, e o segundo com a chama teen de relacionamentos e problemas quotidianos transferidos para segmentos musicais.

A maior graça disso tudo é que apesar deste aparente sentido mais comercial e destinado a jovens, o filme não tem medo de assumir como um splatter, ganhando inúmeros pontos e gargalhadas na sua primeira metade, antes de se transformar num conjunto um pouco repetitivo nas mortes, piadas e músicas.

E seria impossível não mencionar como inspiração - ou até, ponto de partida - para tudo isto, a curta escocesa Zombie Musical (2011), assinada pelo falecido diretor Ryan McHenry, que coescreveu o guião deste Anna and The Apocalipse, um projeto ambicioso e derradeiramente conseguido num Universo de mortos-vivos que tende claramente a esgotar-se de originalidade.


Jorge Pereira



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