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«The Shallows» (Águas Perigosas) por Jorge Pereira

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Blake Lively em Bikini a lutar contra um tubarão. Provavelmente esta deve ter sido a frase que convenceu Jaume Collet-Serra e os produtores a avançarem com este The Shallows, um thriller de sobrevivência série B que em toda a linha funciona de forma natural e sem grandes exageros ou técnicas, querendo-se mesmo levar a sério – isto numa era onde os tubarões até voam e caem do céu (Sharknado).

Compreenda-se que a anorética história desta película está praticamente exposta neste primeiro parágrafo, mas este é um filme que usa a sua atriz de forma sábia para que seja a ação a conduzir os eventos e a nos fazer sofrer e vibrar com eles. Sim, um pouco como Gravidade o fazia com a sua Sandra Bullock, com as devidas diferenças de estilo, texto e até poesia visual.

Aqui, Collet-Serra, um realizador acostumado a thrillers, usa as últimas tecnologias (Facetime via Sony Xperia, filmagens GoPro, etc) ao sentido mais clássico e puro de cinema, nunca esquecendo o estado primitivo dos seres humanos, o do instinto de sobrevivência, criando uma fusão que nos leva a uma história nos limites com alguma unicidade e um desfecho incerto até ao seu final.

Aliás, se pensarmos bem, ohomem (ou a mulher) contra a natureza ou predadores (The Grey- A PresaQuando Tudo Está Perdido127 horas, ou até Moby DickPerdido em Marte) sempre fascinou o publico e os cineastas, e Collet-Serra cumpre de feição os seus objetivos, pois não resume a história a uma mulher contra um predador, mas sim contra toda uma série de contratempos que encontra na sua localização à tona da água, sejam estas medusas, recifes de coral cortantes, etc, etc.

E faz isso criando uma série de momentos tensos sobre o destino das personagens que vão surgindo em cena, criando ainda na atriz um estado mental mais complexo do que aparenta e trazendo com isso algum humor (veja-se a conversa de Lively com uma gaivota, num caso quase «Wilson» de Naufrago).

Por isso, e apesar de nunca se extravasar ou ficar na história do cinema, The Shallows é extremamente eficaz, mostrando que é bem possível conseguir criar thrillers competentes com poucos meios, “sem uma história”, e sem terem a presunção de virem a ser mais do que são. A Ver

O Melhor: Simples e tenso

O Pior: Algumas coisas desafiam a lógica, mesmo num filme série B

Jorge Pereira



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