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«Killing Them Softly» (Mata-os Suavemente) por Nuno Miguel Pereira

 

Se há coisa que a minha, curta, experiência me tem ensinado é que quando o Brad Pitt usa barba (ou bigode), então vai haver tiros. Nem que seja pela curiosidade, vale a pena ir ao cinema ver Brad Pitt aos tiros. Felizmente, neste filme não foram só os tiros do Sr. Brad que foram certeiros. Houve tiros na sociedade americana, tiros no capitalismo e tiros em Ray Liotta (que aprecio imenso, visto que ele faz sempre de Ray Liotta em todos os filmes que entra). 

Baseado no livro de George V. Higgins, Cogans Trade, Andrew Dominik escreve e realiza uma película que deambula entre o universo Scorsesiano e Coppoliano. Se a temática da máfia já foi desgastada e abordada ao longo dos anos, umas vezes bem, outras vezes mal, aqui Dominik tem o mérito de conseguir utilizar imagens de Bush pelo meio, o que conseguiu tornar o filme melhor. Pois é, enquanto seguimos Jackie (Pitt) na procura dos responsáveis pelo roubo de um casino gerido pela máfia, vamos tendo como plano de fundo a crise económica e o colapso capitalista de 2008. É precisamente aí que o filme acrescenta alguma coisa ao género.

Depois temos James Gandolfini a fazer de Tony Soprano, Ray Liotta a fazer dele próprio (com os seus tiques nervosos) e Brad Pitt aos tiros, mas com um modus operandi bem delimitado. Há sangue, cenas de morte altamente estilizadas, do género O Padrinho, há Bush, Obama e até o senador Mccain. 

O Melhor: Uma cena em que vemos o Brad Pitt a matar suavemente. A crítica à sociedade Americana.
O Pior: Como filme sobre a máfia, não acrescenta nada de novo. 

 

 
 Nuno Miguel Pereira

 



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